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França/Boeing

Caixas-pretas do Boeing 737 MAX 8 que caiu na Etiópia chegam a Paris

Prédio do Escritório de Investigação e Análise (Bureau d'Enquete e d'Analyses - BEA).
Prédio do Escritório de Investigação e Análise (Bureau d'Enquete e d'Analyses - BEA). JOEL SAGET / AFP

A companhia Ethiopian Airlines enviou nesta quinta-feira (14) para Paris as caixas-pretas do Boeing 737 MAX 8, que caiu no domingo (10) nas proximidades de Adis Abeba e matou 157 pessoas. Os dispositivos serão analisados pela BEA, agência civil de aviação francesa.

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De acordo com a agência francesa, as caixas-pretas serão entregues aos especialistas do BEA durante o dia. Segundo um comunicado divulgado pela empresa etíope, elas foram trazidas por uma delegação da Agência de Investigação de Acidentes. Trata-se do FDR (Flight Data Recorder), que registra os dados do voo, e o CVR (Cockpit Voice Recorder), que grava as conversas entre os pilotos. A Etiópia não tem um laboratório de análises especializado como a França.

Na Etiópia, parentes das vítimas - quenianas, chinesas, americanas, ou canadenses - desse voo de Adis Abeba para Nairóbi foram levados até o local do acidente, em um campo 60 quilômetros ao leste da capital etíope. A aeronave foi pulverizada no impacto, cavando uma impressionante cratera no chão.

Em circunstâncias semelhantes, um avião do mesmo tipo da empresa indonésia Lion Air caiu na costa da Indonésia em outubro, matando 189 pessoas. Em entrevista ao canal americano CNN na terça-feira (13) à noite, o CEO da Ethiopian Airlines, Tewolde Gebremariam, argumentou que as semelhanças entre as duas catástrofes aéreas são "significativas", assegurando que os pilotos que estavam no controle da aeronave da Ethiopian Airlines receberam treinamento específico para o 737 MAX 8 após a queda da aeronave da Lion Air.

O acidente da Lion Air chamou a atenção para as sondas de ângulo de ataque (AOA) conectadas ao sistema de estabilização do avião (MCAS). Um mau funcionamento teria levado a uma avaliação equivocada do ângulo da aeronave e à perda de sustentação. Assim como no caso da Lion Air, a queda do Boeing da Ethiopian Airlines ocorreu logo após a decolagem, com a aeronave sofrendo subidas e descidas irregulares logo após levantar voo.

Entregas do Boeing estão suspensas

As entregas do 737 MAX 8 pela Boeing estão suspensas. Os Estados Unidos, a Europa e vários países, entre eles o Brasil, decidiram manter suas frotas do modelo em solo por razões de segurança.

A Ásia foi a primeira a lançar a ofensiva contra este modelo da Boeing, com suspensões, ou proibições, de voos na Austrália, em Singapura e na China, onde 76 dessas aeronaves foram entregues. Índia, Nova Zelândia e Egito emitiram uma proibição de voo. Várias outras companhias aéreas, incluindo a Ethiopian Airlines, também decidiram não utilizar seus 737 MAX. Atualmente, cerca de 370 aeronaves dessa família voam pelo mundo, enquanto cerca de 19.000 aeronaves de pelo menos 100 passageiros estão em serviço internacionalmente, todos os modelos combinados, de acordo com dados da Airbus.

 

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