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Um pulo em Paris

França se prepara para possível ação de black blocs durante 19° ato dos “coletes amarelos”

Áudio 08:29
Black blocs atacam vitrine de banco durante 18° ato dos "coletes amarelos"
Black blocs atacam vitrine de banco durante 18° ato dos "coletes amarelos" REUTERS/Philippe Wojazer

Após os atos de violência e vandalismo registrados na manifestação dos “coletes amarelos” na semana passada, o governo francês se prepara para mais uma jornada de protestos nesse sábado (23). Várias medidas preventivas já foram anunciadas para conter a possível ação de grupos radicais, que se infiltraram nas últimas passeatas.

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O governo francês não quer que cenas como as registradas nas redondezas da avenida Champs-Elysées, com restaurantes vandalizados, lojas saqueadas e bancos incendiados, se repitam nesse sábado. A segurança foi reforçada e a famosa avenida não poderá mais ser usada como palco dos protestos.

Outras cidades francesas, como Nice, Bordeaux, Toulouse, Dijon e Rennes, também foram alvo de decisões do governo proibindo manifestações. No entanto, as restrições não parecem intimidar os militantes. Os grupos que organizam protestos já lançaram uma convocação nas redes sociais e um ato dos “coletes amarelos” está previsto para começar diante da Torre Eiffel.

A principal preocupação das autoridades é com a ação dos grupos radicais que passaram a fazer parte das manifestações. Vestidos de preto e encapuzados, os chamados black blocs são uma mistura de baderneiros com militantes de extrema esquerda e extrema direita. O ministro francês do Interior, Christophe Castaner, chegou a dizer que entre os cerca de 10 mil manifestantes nas ruas no 18° ato, “havia 1.500 ultra [radicais] e 8.500 baderneiros".

Polêmica sobre militares nas ruas

Diante da situação, o Exército também foi mobilizado, com os soldados da operação Sentinela, que normalmente atua em casos de ataques terroristas, que participarão do dispositivo de segurança desse sábado. A decisão foi bastante criticada, principalmente pela oposição, que teme uma banalização da violência, já que os militares não são formados para conter manifestações populares.

A polêmica sobre a intervenção dos soldados aumentou após Bruno Leray, um dos chefes do Exército em Paris, declarar que seus homens poderiam “abrir fogo” em caso de ataque. O presidente francês, Emmanuel Macron, tentou acalmar a situação e disse nessa sexta-feira (22) que os soldados “não foram encarregados de manter a ordem”. O chefe de Estado explica que os militares da operação Sentinela vão apenas proteger locais sensíveis, como os prédios da Presidência, ministérios, embaixadas e Assembleia Nacional, que ficam nas redondezas da avenida Champs-Elysées.

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