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França

“Coletes amarelos” dão ultimato a Macron e voltam a vandalizar ruas de Paris

Carros foram queimados na avenida Richard-Lenoir, em Paris, em plena tarde deste sábado (20).
Carros foram queimados na avenida Richard-Lenoir, em Paris, em plena tarde deste sábado (20). REUTERS/Gonzalo Fuentes

Conflitos entre manifestantes “coletes amarelos” e a polícia francesa ocorreram no 11º distrito da capital neste sábado (20), 23º dia de protestos contra o governo. Manifestantes incendiaram lixeiras e veículos e depredaram vitrines. Pelo menos 137 pessoas foram detidas.

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Apesar do clima de comoção dos últimos dias na França, após o incêndio na catedral Notre-Dame de Paris, os manifestantes “coletes amarelos” não deram trégua. Eles decretaram um “ultimato” ao presidente Emmanuel Macron, que prometeu fazer uma série de anúncios fiscais e sociais na próxima quinta-feira (25).

Durante uma caminhada do Ministério da Economia até a Praça da República, em Paris, manifestantes vestidos de preto começaram a lançar objetos em direção à polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo e jatos de água. Na Praça da República, os confrontos entre os policiais e manifestantes black blocs se intensificaram.

Só em Paris,havia quatro manifestações de "coletes amarelos" previstas neste sábado (20).
Só em Paris,havia quatro manifestações de "coletes amarelos" previstas neste sábado (20). Zakaria ABDELKAFI / AFP

Às 15h (10h em Brasília), o número de detidos já era de 137 na capital, e mais de 17,5 mil pessoas que se dirigiam aos protestos tinham sido revistadas pela polícia. Cerca de 60 mil policiais estão nas ruas de todo o país para monitorar os protestos, que contavam com 9,6 mil participantes às 15h, dos quais 6,7 mil apenas na capital.

“As forças de ordem receberam a orientação de serem extremamente móveis e reativas”, declarou Laetitia Vallar, porta-voz da Secretaria de Segurança Pública de Paris.

Ameaça à Notre-Dame

Como nas semanas anteriores, a polícia proibiu manifestações na avenida Champs Elysées e em torno do Palácio do Eliseu, em Paris. Os atos também foram vetados na área próxima à catedral de Notre-Dame. Grupos de coletes amarelos ameaçavam se dirigir ao local, para contestar as doações milionárias que foram feitas para a reconstrução do monumento, alvo de um incêndio nesta semana. “Tudo para Notre-Dame, nada para os miseráveis”, podia-se ler nas costas de alguns “coletes amarelos”.

O clima também foi de tensão em outras cidades como Toulouse e Bordeaux. Desde sexta-feira (19), o governo francês já previa que as manifestações deste sábado poderiam ser violentas, devido à atuação dos participantes nas redes sociais.  

Com informações da AFP

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