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França

"Colete amarelo" é condenado à prisão por incitar suicídio de policiais

"Suicidem-se!", gritaram coletes amarelos a policiais durante manifestação em Paris, no último 20 de abril.
"Suicidem-se!", gritaram coletes amarelos a policiais durante manifestação em Paris, no último 20 de abril. REUTERS/Gonzalo Fuentes

Um integrante do movimento dos "coletes amarelos" foi condenado a oito meses prisão com direito a sursis nesta terça-feira (30) por ter se manifestado a favor do suicídio de policiais. A atitude dos militantes chocou a opinião pública, no momento em que a França enfrenta uma onda de suicídios sem precedentes na polícia.

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"Suicidem-se! Suicidem-se!", gritou o cozinheiro desempregado de 49 anos, junto a outros "coletes amarelos", no 23° ato do movimento, em 20 de abril, na Praça da República, em Paris. O militante foi denunciado por dois policiais.

O cozinheiro desempregado alega que não é um "delinquente" e participou de todos os atos dos coletes amarelos de forma pacífica. Ele também afirma ter se unido ao coro dos militantes depois de alguns policiais que trabalhavam na segurança da manifestação terem esbarrado com violência em uma mulher grávida. "As palavras foram mais rápidas que meus pensamentos. Foi na loucura do momento", justificou, garantindo não ter começado os gritos.

"Ele não tinha consciência da gravidade de suas palavras", alegou Ingrid Theillaumas, advogada do cozinheiro. "Quando ele gritou 'suicidem-se' foi para expressar sua revolta contra a violência e a injustiça. Ele perdeu o sangue frio durante alguns minutos", reiterou.

Mas a justificativa não convenceu os juízes do Tribunal de Paris. Além dos oito meses de prisão com sursis, o cozinheiro desempregado também foi condenado a cumprir 180 horas de trabalho comunitário e pagar € 500 aos dois policiais que prestaram queixa contra ele.

Onda de suicídios

A provocação dos "coletes amarelos" contra a polícia se dá em um contexto delicado. Vinte e oito policiais cometeram suicídio desde o início deste ano. A atitude dos militantes teve forte repercussão e foi condenada por toda a classe política francesa.

Um relatório dos senadores franceses, realizado em 2018, ressaltou que o número de suicídios entre policiais é mais alto do que a média nacional. O Ministério do Interior da França inagurou uma célula de prevenção ao suicídio na segunda-feira (29).

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