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Cinema

Festival de Cannes abre 72ª edição com o retorno dos gigantes do cinema

Preparativos finais para 72ª edição do Festival de Cinema de Cannes
Preparativos finais para 72ª edição do Festival de Cinema de Cannes ©REUTERS/Stephane Mahe

Começa nesta terça-feira (14) a 72ª edição do Festival de Cinema de Cannes. Após a queda de braço com Netflix nos últimos dois anos, o evento mais glamour da 7ª Arte abre suas portas com o retorno de alguns grandes mestres na corrida pela Palma de Ouro.

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Enviado especial a Cannes

Quando o delegado-geral do Festival de Cannes, Thierry Frémaux, prometeu uma edição “romântica e política”, alguns críticos ficaram perdidos. Principalmente ao descobrirem que o filme de abertura seria “Os Mortos Não Morrem” (“The dead don’t die”), de Jim Jarmush, uma espécie de “A Volta dos Mortos Vivos” moderno, repleto de estrelas, de Bill Murray e Tilda Swinton, passando por Iggy Pop.

Mas o lado político mencionado por Frémaux parece se manifestar de outra maneira. Primeiro pela participação de mulheres, já que esta edição procura ser mais representativa. No entanto, entre os 21 filmes em competição, apenas quatro são assinados por diretoras, o que fez alguns críticos relativizarem o conceito de “recorde de participação feminina” anunciado pelos organizadores.

A edição 2019 é marcada principalmente pelo retorno de alguns nomes de peso, que participam na corrida pela Palma de Ouro. Quentin Tarantino, que celebra os 25 anos de “Pulp Fiction”, apresenta o esperado “Era Uma Vez em Hollywood” (“Once Upon a Time ... in Hollywood”), com Brad Pitt e Leonardo DiCaprio no elenco, enquanto Ira Sachs concorre com “Frankie”, com Isabelle Huppert no papel principal, e Terrence Malick traz “A Hiden Life” (ainda sem título em português).

Alguns dizem que essa volta em massa de diretores norte-americanos na competição principal de Cannes seria uma resposta à disputa recente do evento francês com a Netflix. Pela terceira edição seguida, os organizadores do festival barram a entrada das produções da plataforma, alegando que apenas filmes destinados às telonas podem concorrer. Uma postura que fez as más línguas afirmarem que o Cannes vira as costas para as melhores produções cinematográficas do momento – como “Roma”, um produto Netflix, que arrebatou todos os prêmios por onde passou.

Queridos, mas nunca vencedores

Mas além da participação expressiva dos americanos, esta edição também é marcada pela presença de dois pilares do Festival de Cannes. De um lado o espanhol Pedro Almodóvar, com “Dolor y Gloria”, que já passou seis vezes pela Croisette e chegou a presidir o júri em 2017.  Do outro, o italiano Marco Bellocchio, que concorre com “O Traidor” (“Il Traditore”), filme parcialmente rodado no Brasil. A particularidade dos dois diretores é que ambos são velhos conhecidos do tapete vermelho de Cannes, mas nunca ganharam a Palma, apesar das longas carreiras de sucesso.

Já entre os latino-americano, as chances de levar o prêmio principal são menores, pois apenas o brasileiro “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, representa a região na corrida pela Palma. Mas outros vizinhos devem atrair a atenção em Cannes. É o caso do jogador de futebol Diego Maradona. Ele será o tema de mais um documentário sobre sua vida. Exibido em uma mostra paralela, o filme é dirigido pelo britânico Asif Kapadia, o mesmo que conquistou o público contando a vida da cantora Amy Whinehouse ou do piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna.

Outro grande nome que estará em Cannes este ano é o ator francês Alain Delon, homenageado com uma Palma de Ouro de honra. Sem esquecer o cantor Elton John, cuja vida inspirou um longa de ficção, que também tem estreia mundial na Riviera Francesa.

O 72° Festival de Cinema de Cannes acontece de 14 a 25 de maio.

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