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Imprensa

Novo projeto na região da torre Eiffel será o "pulmão verde" de Paris

Novo projeto na região da torre Eiffel que será o "pulmão verde" de Paris.
Novo projeto na região da torre Eiffel que será o "pulmão verde" de Paris. Captura de vídeo Gustafson Porter + Bowman

O projeto de um novo parque em torno da torre Eiffel é um dos assuntos da imprensa francesa nesta quinta-feira (23). Mais árvores, menos carros, mais espaço para os pedestres: o júri do concurso internacional lançado para esverdear a área em torno da Dama de Ferro revelou nesta semana que a proposta da americana Kathryn Gustafson é a vencedora.

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"O projeto para fazer nascer um pulmão verde aos pés da torre Eiffel" é uma das manchetes do jornal Le Figaro. O diário destaca que 50 hectares ao redor do monumento serão modificados com o objetivo de diminuir a circulação de veículos, priorizar a natureza e o espaço para os pedestres.

Tornar Paris mais verde faz parte da meta da prefeita Anne Hidalgo de renovar a cara da capital francesa para os Jogos Olímpicos de 2024. O timing é interessante, avalia Le Figaro, lembrando que a campanha para as eleições municipais - para as quais Hidalgo é candidata - deve ser lançada em alguns dias.

A arquiteta americana terá um orçamento de menos de € 80 milhões para colocar seus audaciosos planos em prática. Até 2024, todo o espaço que engloba os jardins do Trocadero, ligado pela ponte Iéna até a Escola Militar será liberado da circulação de veículos e invadido por plantas e áreas para pedestres, ressalta Le Figaro.

Presente de aniversário

O jornal La Croix avalia que o projeto "é um belo presente de aniversário" para o monumento que festeja 130 anos em 2019. O diário lembra que a Dama de Ferro acolhe 6 milhões de visitantes por ano, um dos locais mais célebres e procurados por turistas do mundo inteiro.

A arquiteta Kathryn Gustafson conversou com a reportagem do La Croix. Ela explicou que, atualmente, focar seu projeto na natureza representa uma espécie de retorno a Paris do espírito impressionista e do criador da torre, Gustave Eiffel. Segundo a prefeita Anne Hidalgo, o projeto repensa a capital francesa como "um imenso jardim", em um momento em que Paris está passando, segundo ela, "do mineral ao vegetal".

No entanto, na prática, nem tudo são flores. Segundo Le Figaro, deputados centristas e de direita classificam o projeto como "radical" e o assunto promete inflamar a revolta de motoristas contra a prefeita. Nas redes sociais, moradores de outras regiões da capital também reclamam da atenção excessiva aos espaços visitados essencialmente por turistas.

La Croix lembra que 80% das pessoas que circulam na região da torre Eiffel são, de fato, visitantes estrangeiros, especialmente americanos, britânicos e espanhóis. Inaugurada em 1889 para a Exposição Universal, "a torre Eiffel é vítima de seu DNA", conclui o diário.

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