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Cinema

Coreia do Sul ganha primeira Palma de Ouro em Cannes com filme “Parasita”

Bong Joon-ho, diretor de "Parasita", ao receber a Palma de Ouro em Cannes
Bong Joon-ho, diretor de "Parasita", ao receber a Palma de Ouro em Cannes REUTERS/Stephane Mahe

O filme “Parasita”, de Bong Joon Ho, conquistou a Palma de Ouro. Essa foi a primeira vez na história do Festival de Cannes que um filme sul-coreano levou o principal prêmio da competição. O anúncio foi feito durante a cerimônia de encerramento do evento na noite desse sábado (25).

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“Parasita” é uma tragicomédia que conta a história de uma família pobre, que vive de empregos precários ou atividades ilícitas. A situação muda quando eles começam a trabalhar em uma mansão.

O filme tem como pano de fundo as diferenças de classes, um enredo que poderia se passar em qualquer lugar do mundo, inclusive no Brasil. A trama é permeada por momentos de humor, coisa rara na competição pela Palma de Ouro em Cannes.

O espanhol Antonio Banderas levou o prêmio de melhor ator por sua atuação em “Dor de Glória”, de Pedro Almodóvar. Ele dedicou o troféu ao diretor, com quem trabalhou por 40 anos. "Eu o respeito, admiro, gosto dele, é meu mentor", disse o ator, falando de uma "noite de glória". Almodóvar já passou por Cannes seis vezes, mas nunca ganhou a Palma.

O prêmio de melhor atriz foi para a britânica Emily Beecham, por sua atuação em “Little Joe”, filme de austríaca Jessica Hausner. Bem-humorada, ela fez piada ao subir no palco, dizendo ter sido avisada na última hora. "Até esqueci minha escova de dentes".

O melhor script foi para “Portrait de la jeune fille en feu”, de Céline Sciamma, e o prêmio de direção para os belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne, pelo filme “Le jeune Ahmed”. O Grande Prêmio foi para "Atlantique", da franco-senegalesa Mati Diop.

O júri, presidido este ano pelo diretor mexicano Alejandro González Iñarritu, teve a difícil tarefa de escolher entre os 21 filmes em competição, em meio a uma seleção bastante eclética. Essa edição do festival de Cannes foi anunciada como romântica e política. Mas os dez dias de projeções foram marcados principalmente por filmes engajados.

Entre “Les Misérables”, de Ladj Ly, rodado em uma periferia pobre de Paris, “Sorry We Mised You”, de Ken Loach, sobre a precariedade no mundo do trabalho, ou ainda “Atlantique”, de Mati Diop, sobre a imigração, os temas sociais dominaram na Riviera Francesa esse ano.

Participação brasileira

Essa edição foi histórica para o Brasil, presente no Festival de Cannes com sete filmes, entre produções e coproduções. Além de “Bacurau”, de Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, na disputa pela Palma de Ouro e que levou o prêmio do júri, o cinema brasileiro conquistou o prêmio Um Certo Olhar com “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, de Karim Aïnouz.

“Indianara”, de Aude Chevalier-Beaumel e Marcelo Barbosa, foi elogiado na mostra Acid, e “Sem Seu Sangue”, de Alice Furtado, foi exibido na Quinzena dos Realizadores, além das coproduções “O Traidor”, “Breve História del Planeta Verde” e a animação “Bob Cuspe – Nós não gostamos de gente”.

O Brasil ficou atrás apenas da França, dos Estados Unidos e da Bélgica em número de filmes apresentados. Sem esquecer a presença de Rodrigo Teixeira, produtor brasileiro que desembarcou em Cannes com três projetos.

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