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Sting/Brexit

Sting fala sobre Brexit: “Não vejo lógica em partir da União Europeia”

O cantor de 67 anos e 150 milhões de discos vendidos esteve na capital francesa onde lançou nesta terça-feira (28) sua nova turnê na casa de shows La Seine Musicale.
O cantor de 67 anos e 150 milhões de discos vendidos esteve na capital francesa onde lançou nesta terça-feira (28) sua nova turnê na casa de shows La Seine Musicale. REUTERS / Costas Baltas

“Votei [no referendo do Brexit] para continuar na União Europeia, e essa ainda é a minha opinião”, disse Sting em entrevista à RFI nesta quarta-feira (29). O cantor de 67 anos e 150 milhões de discos vendidos esteve na capital francesa onde lançou nesta terça-feira (28) sua nova turnê na casa de shows La Seine Musicale, com canções de seu último álbum, lançado esta semana, “My Songs”.

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“Não vejo nenhuma lógica em partir da União Europeia”, diz a eterna estrela do pop britânico sobre o Brexit. “Acho que é melhor ficar. Os problemas que enfrentamos enquanto raça humana neste planeta, as mudanças climáticas, têm que ser resolvidos por grandes coletivos políticos, não por países separados ou indivíduos”, declarou.

“Precisamos que os Estados Unidos, China e União Europeia tentem resolver o maior problema que temos, que são as mudanças climáticas. Todo o resto é secundário”, disse Sting. “No momento, por causa do Tratado de Schengen, podemos viajar livremente.  Enquanto músico em turnê, posso ir da Inglaterra para a França, Alemanha. Não quero ter que pedir um visto para visitar minha cidade preferida, Paris. Eu sou europeu”, afirmou.

“Minha música nasceu aqui”

“Tenho uma longa história com Paris e a França. Muitas coisas maravilhosas aconteceram comigo por aqui. Minha música nasceu aqui em 1984, quando saiu meu primeiro álbum em Clamart (sudoeste da região parisiense). Eu me lembro profundamente deste lugar”, declarou o artista.

Sobre o álbum “My Songs”, Sting disse à RFI que, antes de ser cantor, escrevia músicas. “Normalmente, quando escrevemos músicas, gravamos no dia seguinte. É como o primeiro encontro amoroso. Você acaba conhecendo uma música como você conhece uma mulher, dia após dia, década após década. A paixão se torna mais intensa, detalhada, mútua. Então acho que essas gravações têm um valor maior”, avaliou.

“Todas as canções são escritas em tempos de intensidade emocional, alta ou baixa. Ou alguma coisa que estava acontecendo no mundo. É a minha jornada emocional e as canções são o cenário que me trazem lembranças”, afirmou Sting. “Eu me lembro onde e quando escrevi as músicas, a casa onde eu estava, o que eu estava fazendo na minha vida, o que estava acontecendo no mundo”, disse o ex-integrante do The Police.

Memórias

“Às vezes encontro pessoas nas ruas que me dizem ‘eu me apaixonei ouvindo sua música’ ou ‘eu me casei ao som da sua música’, e é a mesma coisa comigo: eu tenho as minhas próprias memórias”, disse o britânico, ainda sobre “My Songs”.

“Normalmente faço covers das canções de outras pessoas. Acho que a minha voz está diferente agora, tenho uma sensibilidade musical diferente, acho divertido. Os covers transformam a canção em algo mais contemporâneo, porque a música tem a sua própria vida. É uma coisa organicamente viva”, disse.

Sobre a experiência com o The Police, sua primeira formação musical, Sting diz ser “grato” ao grupo. “Minha vida como compositor passou por várias etapas”, afirmou.

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