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Renault quer processar Ghosn por € 11 milhões de "gastos suspeitos"

Carlos Ghosn deixou a prisão em Tóquio em 25 de abril de 2019.
Carlos Ghosn deixou a prisão em Tóquio em 25 de abril de 2019. AFP PHOTO/Behrouz Mehri

O grupo automotivo francês Renault planeja processar seu ex-presidente, o franco-líbano-brasileiro Carlos Ghosn, após ter revelado na terça-feira (4) a existência de € 11 milhões de "gastos suspeitos" em uma filial da Nissan na Holanda.

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A fabricante francesa termina, desta forma, a revisão de suas contas e finalmente fecha um capítulo que atrapalhou por vários meses suas relações com sua parceira Nissan. A empresa japonesa foi primeira a revelar a má conduta financeira que levou à prisão de Ghosn no Japão, em 19 de novembro do ano passado.

A auditoria interna, conduzida em conjunto pela Renault e a Nissan por vários meses em sua filial holandesa RNBV, identificou € 11 milhões de gastos suspeitos que comprometem Ghosn. O empresário foi libertado sob fiança em abril, em Tóquio.

Os € 11 milhões incluem "gastos excessivos de deslocamento em avião", que podem ter sido viagens pessoais em jato particular, "certos gastos de Ghosn" e "doações a organizações sem fins lucrativos", indicou um comunicado da Renault.

Ações legais

Com base nesses dados, a diretoria decidiu pedir aos representantes da Renault que se aproximassem de seus colegas da Nissan nas instâncias da administração da RNBV, com o objetivo de promover ações legais cabíveis na Holanda, acrescenta o documento.

As revelações da Renault podem complicar a defesa do ex-presidente de 65 anos que nega as acusações, denunciando que se tratam de um complô da Nissan.

A Renault já havia informado à justiça francesa sobre transações suspeitas, descobertas ao fim de uma auditoria interna da empresa na França.

(Com informações da AFP)
 

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