Acessar o conteúdo principal
Cultura

Verão em Paris rima com piquenique e cinema ao ar livre

Áudio 04:47
Cinema ao ar livre no Parque da Villette, em Paris.
Cinema ao ar livre no Parque da Villette, em Paris. FCPA Villette (c) Yvan Grubski

Verão em Paris rima com piquenique e com cinema ao ar livre. De graça e para todos os gostos.

Publicidade

O amanhã do passado, o amanhã do futuro. O amanhã, em todas as suas vertentes é o tema da 29ª edição do Festival Cinema ao Ar Livre, em Paris.

Durante um mês, a partir de 17 de julho, uma tela inflável transforma o gramado do Parque da Villette em cinema. A ocasião é perfeita para um grande piquenique entre amigos ou bebericar um vinho a dois. Para aguentar o friozinho da noite, é possível alugar espreguiçadeiras e cobertas.

O futuro visto pelo cinema

“Hoje falamos tanto da crise do clima, do futuro do planeta, dos avanços científicos, de inteligência artificial e robótica. Achei que seria interessante ver como os cineastas tratam o assunto e imaginam o mundo de amanhã”, disse Sandrine Le Guen, programadora do evento, à RFI Brasil.

A programação é eclética, abrindo com “Blade Runner 2049” (dirigido por Denis Villeneuve), e fechando com o original, “Blade Runner, o Caçador de Androides” (1982), de Ridley Scott, que fala justamente do futuro em 2019.

Mas não é só ficção cientifica. Tem “Tempos Modernos” (1936), de Charlie Chaplin; o ermitão “Jeremiah Johnson” (1972), vivido por Robert Redford, que dirigiu “Nada é para sempre” (1992), um drama bucólico com Brad Pitt no elenco.

O futuro distópico marca presença com filmes como “Ela” (2013), de Spike Jonze, “Snowpiercer, Expresso do Amanhã” (2013), de Bong Joon-Ho, diretor coreano que ganhou a Palma de Ouro em Cannes neste ano com Parasita, e “Ilha dos Cachorros” (2018), de Wes Anderson.

Sandrine Le Guen cita, entre seus filmes preferidos na programação, a animação “Ponyo” (2008), do japonês Hayao Miyazaki, sobre uma peixinha que se apaixona por um menino e se transforma em humana para ficar perto dele. “O tema da ecologia atravessa praticamente toda a obra de Miyazaki, e vai ser interessante também observar no gramado a interação entre crianças, famílias e amigos”, falou a programadora à RFI.

Pernambuco dá o tom

Desconhecido do grande público e fora da rota turística, o Parque de la Butte du Chapeau Rouge, ou seja, da Colina do Chapéu Vermelho, no extremo norte de Paris, acolhe o festival Silhouette (Silhueta), com concertos e curta-metragens. No dia 31 de agosto, o destaque vai para Pernambuco, com um concerto da sanfoneira francesa Karine Huet e a percussionista Emilia Chamone, e uma seleção de curtas como “Câmara Escura”, de Marcelo Pedroso; “Corpo Líquido”, de Alan Tonello e Ana Lúcia Diniz; “Brasília Highway”, de Felipe Peres Calheiros; e “Vinil Verde”, de Kleber Mendonça Filho, entre outros.

De 12 de julho a 9 de agosto acontece o Festival La Chaise et l'Écran (A Cadeira e a Tela), em dois locais do 11° distrito. A programação de filmes e animação franceses é gratuita, basta levar a cadeira.

No Espaço Cultural 104, que fica no 19° distrito da capital, o cinema acontece em espaço fechado, mas não faltam a animação e o piquenique. O Ciné Pop acontece todos os sábados de julho. Para os próximos, os filmes são todos do ano passado, como o polonês “Guerra Fria”, prêmio de direção em Cannes, o belga “Girl” sobre um garoto que vai ao extremo para se assumir como mulher e se tornar bailarina clássica e o documentário francês “Le Grand Bal” (O Grande Baile).

 

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.