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Imprensa/ Jogos Olímpicos/ Paris 2024

França luta para não fazer Jogos Olímpicos deficitários em 2024

Tony Estanguet, presidente do Comitê de Organização dos Jogos Olímpicos 2024.
Tony Estanguet, presidente do Comitê de Organização dos Jogos Olímpicos 2024. JEAN-PAUL PELISSIER / POOL / AFP

A cinco anos do início dos Jogos Olímpicos de 2024 em Paris, o evento esportivo é capa do jornal Le Figaro, que aborda a questão econômica: um orçamento girando os € 7 bilhões ou R$ 29,4 bilhões que pode gerar um retorno ainda maior, de € 11 bilhões.

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Em 26 de julho de 2024, quando começam as Olimpíadas de Paris, a França espera ter aplicado bem esse dinheiro e dinamizar a economia do país. Os números do evento, de dimensão planetária, são enormes: 100 mil horas de difusão na televisão, 4 bilhões de espectadores, mais de 13 milhões de ingressos vendidos e 150 mil empregos criados, entre outros, enumera Le Figaro.

Entrevistado pelo jornal, o presidente do Comitê Olímpico dos Jogos de Paris 2024, Tony Estanguet, diz que “todos os dias me dizem que a gente não vai conseguir, que é muito difícil”. O medalhista olímpico de canoagem, de 41 anos, com três ouros, três vezes campeão mundial e três vezes campeão europeu, disse que seu treinamento como atleta o ajuda a preparar esse desafio.

“A exigência permanente, a vontade de fazer melhor a cada dia, o questionamento diário dos métodos para alcançar o progresso, a busca pelo detalhe, pelo diferencial, uma planificação extremamente precisa. Eu associo este rigor à imensa responsabilidade que nossa equipe tem de organizar o maior evento jamais realizado na França”, disse o campeão olímpico.

Segundo o Centro de Direito e de Economia do Esporte, dos 150 mil empregos a serem gerados, 78.300 serão para a organização, 60.000 para o turismo e 11.700 para a construção. As ofertas devem começar em 2021. Para formar mais pessoas capacitadas, o Ministério do Trabalho criou um Plano de Investimento em Talentos e deve investir também em um Centro de Formação de Aprendizes.

Agência de empregos

A agência de empregos estatal criou um polo virtual para listar todas as ofertas de emprego ligadas aos Jogos Olímpicos. O Comitê Olímpico reafirma a Le Figaro uma intenção real de inserir os desempregados de longa duração e os jovens nesses programas, por isso trabalha a empregabilidade desse público-alvo.

Para as empresas, incluindo as micro e pequenas empresas, será criada uma plataforma que informará a abertura de editais e de mercados em todas as áreas relacionadas aos Jogos, que já contam com nove parceiros mundiais.

O Comitê Olímpico declara ao jornal querer investir em um novo modelo de Olimpíadas, mais verdes e mais inclusivas e que deixem um verdadeiro legado para a população local.

Os franceses temem o risco da explosão de custos e que a fatura recaia sobre eles, por meios de impostos. Tony Estanguet garante que vai implantar um modelo diferente daquele dos Jogos deficitários e que 95% dos equipamentos já existem ou serão temporários. Parcerias público-privadas serão adotadas para a construção, que tem um orçamento de € 3,2 bilhões.

O Orçamento do Comitê Olímpico é de € 3,8 bilhões, dos quais 97% são de financiamento próprio, sem dinheiro público.

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