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Tensão aumenta em Biarritz com cúpula anti-G7, ameaças de ataques e prisão de black blocs

Integrante do dispositivo de segurança para a cúpula do G7 em Biarritz, sudoeste da França.
Integrante do dispositivo de segurança para a cúpula do G7 em Biarritz, sudoeste da França. IROZ GAIZKA / AFP

A cinco dias da reunião dos líderes das sete maiores potências mundiais em Biarritz, a tensão é alta no sudoeste da França. Uma cúpula anti-G7, a presença de coletes amarelos e a prisão de black blocs suspeitos de planejar um ataque preocupam as autoridades. Mais de 13 mil membros das forças de segurança foram mobilizados para o evento neste fim de semana.

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Cinco pessoas, entre eles black blocs, foram detidos para interrogatório por convocar pessoas nas redes sociais para realizar um ataque contra o local onde policiais estarão hospedados durante a cúpula do G7. No final da tarde desta terça-feira (20) quatro delas foram liberadas.

O evento será realizado nos dias 24, 25 e 26 de agosto em Biarritz, no sudoeste da França, com a presença de chefes de estado e governo das sete maiores potências mundiais: Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Japão e Canadá. Além deles, mais de cinco mil pessoas - entre membros das delegações, profissionais técnicos e jornalistas - participam do encontro.

"Alternatives G7"

Enquanto a cúpula oficial não começa, ONGs realizam um evento anti-G7 em Hendaye e Irun, na fronteira entre a França e a Espanha. Mais de cem organizações participam da mobilização que atrai militantes anticapitalistas, defensores do meio ambiente e simpatizantes da esquerda. No programa, dezenas de conferências, ateliês e atividades diversas.

As organizações participantes têm o objetivo de propor alternativas ecológicas, solidárias, antirracistas e anticoloniais para a redução das desigualdades. Os promotores do "Alternatives G7" dizem esperar que os chefes de estado e governo ouçam suas propostas.

Em entrevista à RFI, Sébastien Bailleul, porta-voz da iniciativa, afirma que é preciso sobretudo lutar contra a evasão fiscal praticada por detentores de grandes fortunas e multinacionais. Segundo ele, "esse dinheiro não beneficia jamais projetos de interesse coletivo, como a saúde e a educação públicas". 

Black blocks e coletes amarelos

As autoridades se preparam para a presença de black blocs e coletes amarelos em manifestações durante a cúpula. Nas redes sociais, militantes antigoverno se organizam para tentar burlar o esquema de segurança e realizar protestos.

No total, 13.200 membros das forças de ordem foram mobilizados para a cúpula do G7. "Não vamos tolerar nenhuma algazarra. Se acontecerem, vamos reagir" afirmou o ministro francês do Interior, Christophe Castaner. No imenso dispositivo, também há especialistas na detectção de explosivos e na repressão de violência.

O centro de Biarritz estará completamente bloqueado para circulação no fim de semana. O aeroporto local autorizará apenas as chegadas e partidas de membros das delegações oficiais. Já as estações de trem da cidade e dos municípios vizinhos estarão fechadas durante a partir de sexta-feira (23).

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