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França neutraliza rede internacional de quase 1 milhão computadores hackeados

De acordo com a polícia francesa, os hackers conseguiram violar a segurança e controlar mais de 850.000 computadores, localizados principalmente na América Latina.
De acordo com a polícia francesa, os hackers conseguiram violar a segurança e controlar mais de 850.000 computadores, localizados principalmente na América Latina. Thomas Trutschel/Photothek via Getty Images

A polícia francesa anunciou nesta quarta-feira (28) que conseguiu neutralizar um "botnet", isto é, uma rede de computadores piratada e controlada por hackers que incluía quase um milhão de máquinas, principalmente localizadas na América Latina. Os policiais conseguiram hackear o provedor utilizado pelos cibercriminosos na França.

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De acordo com a polícia francesa, os hackers conseguiram violar a segurança de mais de 850.000 computadores e assumiram o controle de cada um deles para formar uma rede clandestina chamada de "botnet" (palavra formada da junção das palavras em inglês “robot” e “network”). O número de usuários atingidos pode aumentar.

"É uma grande operação pelo número de computadores envolvidos", explicou Gérôme Billois, analista francês de segurança cibernética da empresa Wavestone. Ele afirmou que a operação mostra um "alto nível de perícia" dos agentes especializados em cibercrimes e demostra que a França tem tanta capacidade quanto o FBI ou a Europol neste setor.

Técnica criativa

Os especialistas franceses utilizaram uma técnica criativa depois que foram advertidos originalmente pelo programa antivírus tcheco Avast. De acordo com a polícia e o Avast, o caso começou quando o editor do programa antivírus detectou, no início de 2019, a presença de um provedor na região de Paris que comandava uma rede de computadores infectados, principalmente na América Central e América do Sul.

Esse “botnet” permitia aos hackers gerar principalmente criptomoedas Monero. A operação foi possível graças a uma falha de segurança no software usado pelos hackers. Os policiais franceses conseguiram se substituir ao sistema dos hackers e liberam todos os computadores infectados. Os cibercriminosos estão sendo identificados em investigações que ainda não chegaram ao fim, indicou a polícia.

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