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Schumacher segue tratamento com células-tronco em Paris

O ex-piloto Michael Schumacher é manchete do jornal Le Parisien/Aujourd'hui en France desta terça-feira, 10 de setembro de 2019.
O ex-piloto Michael Schumacher é manchete do jornal Le Parisien/Aujourd'hui en France desta terça-feira, 10 de setembro de 2019. Reprodução RFI

O jornal Le Parisien revela nesta terça-feira (10) que o ex-piloto alemão Michael Schumacher, sete vezes campeão do mundo de Fórmula 1, chegou na tarde de segunda-feira (9) em Paris para seguir um tratamento no Hospital Georges Pompidou. Gravemente ferido depois de um acidente de esqui em dezembro de 2013, Schumacher, atualmente com 50 anos, está hospitalizado no setor de cirurgia cardiovascular desse hospital público parisiense, localizado no 15° distrito da capital.

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O ex-piloto está sob os cuidados do professor Philippe Menasché, de 69 anos, um cirurgião pioneiro na terapia celular para o tratamento da insuficiência cardíaca. O médico também é membro do Instituto do Cérebro e da Medula Espinhal, onde também trabalha Gérard Saillant, célebre ortopedista que operou Ronaldo e supervisionou o caso de Neymar.

Schumacher chegou ao hospital Georges Pompidou transportado em uma ambulância de Genebra, acompanhado por cerca de dez seguranças, mas totalmente incógnito. À noite, o professor Saillant foi visto nos corredores do estabelecimento.

Segundo Le Parisien, Schumacher está em Paris para se submeter a uma terapia de injeções de células-tronco, disseminadas em todo o organismo do ex-piloto, com o objetivo de obter uma ação anti-inflamatória sistêmica. O tratamento começa nesta terça-feira e Schumacher deve sair do hospital na quarta-feira (11).

Apesar da equipe do professor Menasché não confirmar nem desmentir a internação, esta não seria a primeira estadia médica de Schumacher em Paris. No primeiro semestre, ele teria passado duas vezes pelo Georges Pompidou e também pelo hospital universitário Pitié Salpêtrière, onde fica o Instituto do Cérebro e da Medula Espinhal.

Nessas visitas para tratamento na capital francesa, o sigilo e o esquema de segurança em torno de Schumacher lembram o de um chefe de Estado. Às vezes ele é transportado de helicóptero, e as internações são feitas sob um nome falso.

Mistério após grave traumatismo craniano

Desde o trágico acidente de esqui na estação de Méribel, nos Alpes franceses, Jean Todt, ex-chefe de Schumacher na Ferrari e atual presidente da Federação Internacional de Automobilismo, é um dos raros amigos a visitar o alemão em sua casa na Suíça e a conhecer seu verdadeiro estado de saúde.

Quase seis anos após o acidente, no qual Schumacher bateu com a cabeça contra um rochedo na pista de Méribel, sofrendo um grave traumatismo craniano que necessitou de duas cirurgias e um mês de coma artificial, a única coisa que se sabe é que ele não precisa mais permanecer o tempo todo deitado, conforme revelaram Jean Todt e o pai do ex-piloto.

Todt também contou ter assistido pela TV, ao lado de Schumacher, uma corrida de seu filho Mick, piloto de Fórmula 2. Quando o piloto francês Philippe Streiff disse, em 2014, que Schumacher não conseguia falar, mas se comunicava pelos olhos e começava a reconhecer os familiares, a informação foi imediatamente desmentida pelo ortopedista Gérard Saillant.

Intimidade da família

A mulher de Schumacher, Corinna, construiu uma fortaleza para manter a intimidade da família. Quinze pessoas se revezam nos cuidados ao eterno campeão na casa do casal em Gland, na Suíça.

Em dezembro será lançado um documentário intitulado "Schumacher", produzido com o apoio total da família, mas que ninguém sabe se o filme irá revelar alguma informação sobre o estado de saúde do campeão.

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