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Imigração

Macron e Conte pedem repartição dos migrantes entre os países europeus

Emmanuel Macron e Giuseppe Conte (d) parecem ter chegado a um consenso  sobre a questão da imigração, tema central de encontro em Roma.
Emmanuel Macron e Giuseppe Conte (d) parecem ter chegado a um consenso sobre a questão da imigração, tema central de encontro em Roma. REUTERS/Remo Casilli

O presidente francês, Emmanuel Macron, e o chefe do governo italiano, Giuseppe Conte, se reuniram nessa quarta-feira (18) em Roma. Após tensões recentes sobre a questão do acolhimento de migrantes na região, os dois líderes disseram concordar com a implementação de um “mecanismo automático” de repartição dos refugiados entre os países da União Europeia (UE), sob pena de “sanções financeiras” em caso de recusa.

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Após dois anos de divergências sobre a questão da imigração, com várias trocas de farpas e tensões diplomáticas, os representantes da França e da Itália parecem ter chegado a um consenso sobre o assunto. De acordo com Macron, Roma e Paris pretendem defender diante da UE “uma posição comum para que todos os países participem de uma forma ou de outro” ao acolhimento, senão serão “penalizados financeiramente”. A declaração foi feita ao lado de Conte após a reunião entre os dois líderes na capital italiana.

Ambos também se mostraram favoráveis a uma gestão “mais eficaz” do retorno para seus países de origem de migrantes que não tenham direito ao sistema de asilo. “A Itália não deixará traficantes tomarem o controle das entradas em seu território”, disse Conte.

UE não foi solidária com Roma, afirma Macron

Macron se mostrou solidário com a situação da Itália, um dos países que mais recebe refugiados. Segundo o presidente francês, Roma foi vítima de uma “injustiça”, já que a União Europeia não teria sido suficientemente solidária com os italianos. “A resposta ao tema migratório está em uma cooperação europeia eficaz”, martelou o representante de Paris.

O encontro entre os dois líderes acontece dois dias após Macron ter feito um discurso no qual assinalou um possível endurecimento da política migratória francesa. O chefe de Estado denunciou o papel das redes de tráfico de pessoas e criticou abertamente alguns migrantes que, segundo ele, abusam das leis de asilo da França. "Ao dizer que somos humanistas, às vezes somos muito lenientes", declarou Macron.

O tema da imigração deve ser discutido na segunda-feira (23) pelos ministros do Interior da UE durante uma reunião em Malta.

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