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França/Manifestações

Black blocs enfrentam a polícia e tumultuam marcha do clima em Paris

No dia seguinte da "greve global do clima" histórica, os ativistas franceses voltram às ruas de Paris neste sábado, 21 de setembro de 2019, para denunciar a inércia do poder público ante a urgência climática.
No dia seguinte da "greve global do clima" histórica, os ativistas franceses voltram às ruas de Paris neste sábado, 21 de setembro de 2019, para denunciar a inércia do poder público ante a urgência climática. Photo: David Baché / RFI

Paris amanheceu neste sábado (21) sob forte esquema de segurança. A capital é palco de várias manifestações – marcha do clima, protestos dos coletes amarelos e contra a reforma da aposentadoria, jornada do patrimônio -, e a polícia temia novos confrontos e cenas de violência nas ruas da capital. O início da manifestação contra o aquecimento global foi marcado por cenas de violência provocadas pelos black blocs.

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A passeata contra o aquecimento global começou em clima de tensão. Segundo a polícia, cerca de mil ativistas radicais de extrema esquerda, os chamados black blocs, se juntaram à marcha, iniciada no Jardim de Luxemburgo, no Quartier Latin. Rapidamente, eles enfrentaram a polícia e depredaram uma agência bancária. Lixeiras e outras instalações públicas foram incendiadas.

As forças de ordem dispersaram o grupo com bombas de gás lacrimogêneo e pediram aos manifestantes do clima para se separarem dos black blocs. Inicialmente, os organizadores da passeata pediram calma e respeito “ao consenso de uma ação não violenta”. Mas com a persistência da violência, eles acabaram solicitando os participantes a abandonar a manifestação.

Salvar a terra

Milhares de franceses participaram pelo segundo dia consecutivo de uma marcha para denunciar a inércia do poder público ante a urgência climática em Paris. “Não pedimos a lua, queremos apenas salvar a terra”, ressaltaram os ativistas.

Na sexta-feira (20), 10 mil estudantes e ambientalistas franceses já haviam desfilado pelas ruas da cidade no dia histórico da “greve global pelo clima”, convocada pelo movimento jovem da sueca Greta Thunberg. As manifestações de ontem foram realizadas em 160 países e reuniram 4 milhões de pessoas. Essa mobilização inédita visa pressionar a Cúpula do Clima da ONU, que acontece em Nova York.

Coletes amarelos

Também neste sábado, os coletes amarelos voltaram a se mobilizar em Paris. Logo pela manhã, milhares de manifestantes já se concentravam em vários locais da cidade e tentavam ocupar a avenida Champs Elysées, interditada pelas forças de ordem.

A polícia usou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar alguns grupos. Mais de 120 pessoas foram detidas para averiguação e 174 multadas por manifestarem em áreas interditadas. Este foi o 45° sábado consecutivo deste movimento social, iniciado em 17 de novembro, mas que havia perdido força nas últimas semanas.

A central sindical Force Ouvrière também realizou neste sábado, no bairro de Montparnasse, uma manifestação contra a reforma da aposentadoria, proposta pelo governo Macron. Sete mil e 500 policiais estão mobilizados para tentar evitar cenas de violência na capital.

Apesar de todos esses protestos e tensão, os turistas e parisienses aproveitam da Jornada do Patrimônio e fazem longas filas para visitar monumentos e prédios históricos da capital que só abrem nesta data ao público, como o Palácio do Eliseu.

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