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A Semana na Imprensa

TV e rádio públicas francesas ampliam tempo de programação para meio ambiente

Áudio 03:03
L'OBS destaca os vários programas sobre meio ambiente que estam nos programas das moda nas mídias.
L'OBS destaca os vários programas sobre meio ambiente que estam nos programas das moda nas mídias. Fotomontagem RFI

Para se adaptar à preocupação dos franceses com o meio ambiente, a mídia francesa aumentou expressivamente neste segundo semestre o número de programas de rádio e TV sobre o estado do planeta, alimentação sustentável e novidades científicas que podem contribuir ao combate às mudanças climáticas e à transição ecológica. Essa guinada na programação é liderada pelas emissoras do serviço público, como mostra uma reportagem da revista L'Obs.

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No ano passado, as duas empresas de audiovisual financiadas pelos cofres públicos franceses, que reúnem  seis canais de TV (France Télévisions) e sete emissoras de rádio (Radio France), fizeram uma consulta a mais de 125.000 telespectadores e ouvintes. As respostas não deram margem a dúvidas: a ecologia e as transformações profundas no mercado de trabalho são os assuntos de maior interesse dos franceses na atualidade. A partir dessa constatação, as emissoras investiram na criação de programas temáticos, em diversos formatos, na expectativa de fidelizar um público cada vez mais refratário às mídias tradicionais.

Jornalistas emprestam imagem

A programação que entrou no ar no início de setembro, depois das férias do verão europeu, aborda a questão da ecologia para todas as faixas de idade e perfis socioeconômicos. Jornalistas famosos aceitaram emprestar sua imagem até para programas que ensinam a cuidar de uma horta e a respeitar os animais. Programas que exigem a vulgarização de pesquisas científicas ganharam mais tempo de duração. Assim, cientistas podem explicar os complexos fenômenos climáticos e as simulações que preveem um futuro de catástrofes ambiental e humanitária, se nada for feito para limitar o aquecimento global.

Uma série de documentários produzidos pelo canal 5, com a ajuda de uma rede internacional de jornalistas de investigação, vai contar a trajetória de 13 repórteres assassinados, em diferentes países, quando faziam coberturas sobre escândalos ambientais.

Para atrair o público jovem, que se informa pelas redes sociais, a TV pública aposta em jovens repórteres que rodam o mundo mostrando diferentes modos de vida e costumes culturais. Uma das reportagens de maior sucesso, nas últimas semanas, tentou explicar por que os moradores das ilhas Feroé, arquipélago autônomo da Dinamarca no Atlântico norte, ainda promove o massacre de baleias.

Os jornalistas franceses estão empolgados com os novos projetos. Eles acreditam que podem oferecer soluções para diminuir a angústia e a ansiedade do público diante das mudanças climáticas. Para os críticos, no entanto, a mídia francesa ainda faz muito pouco para denunciar os estragos do sistema estabelecido.

O sociólogo Jean-Baptiste Comby cobra nas páginas da L'Obs que a TV e a rádio pública francesa parem de transmitir propaganda de produtos importados e de carros cada vez mais sofisticados. Para dizer que o jornalismo francês faz alguma coisa pelo planeta, o nível de exigência ainda precisa aumentar, adverte o sociólogo.   

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