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França/Notre-Dame

Vizinhos da Notre-Dame denunciam "indiferença" das autoridades a contaminação por chumbo

Descontaminação da catedral Notre-Dame, em agosto
Descontaminação da catedral Notre-Dame, em agosto Thomas SAMSON / AFP

Quase seis meses depois do incêndio na catedral Notre-Dame, no 5° distrito de Paris, vários moradores que vivem no centro de Paris continuam preocupados com as taxas de chumbo em torno do monumento. O fogo provocou o derretimento de centenas de toneladas do metal, gerando temor sobre uma possível propagação nas redondezas.

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"É como se tivéssemos uma espada sobre nossas cabeças: nossos filhos foram expostos ao chumbo durante meses, e não sabemos quais serão as consequências", disse Olivier, pais de duas crianças, em uma reunião pública acompanhada pela rádio francesa France Info. Ele mora a 800 metros da catedral e realizou análises em seu apartamento, que mostraram uma taxa de 0,35 microgramas por metro cúbico de chumbo em sua residência, superior ao limite recomendando, de 0,25.

Olivier, que criou um coletivo de pais no 5° distrito de Paris, denuncia a neglicência da prefeitura de Paris. Para ele, “há uma opacidade deliberada e indiferença das autoridades, porque nenhuma recomendação foi dada desde o incêndio.” Florence, 31 anos, outra moradora, também considera “deplorável” a “ausência do princípio de precaução.”

Prefeitura assegura transparência

A prefeitura de Paris afirma ter implantado, em setembro, um plano de ação contra a presença do chumbo. Durante o verão, foram realizadas análises e limpezas, de acordo com recomendações do Ministério da Saúde. Os resultados foram publicados no site da prefeitura, em livre acesso. A conclusão é de que não há dados que justifiquem a emissão de um “sinal de alerta”, após a depistagem feita em 750 crianças. Medidas, ressaltam os moradores à France Info, consideradas insuficientes para proteger a população.

 

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