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A Semana na Imprensa

Surfar no metrô de Paris diante da Torre Eiffel virou moda entre jovens aventureiros

Áudio 02:51
O maior desafio dos novos surfistas do metrô é passar em frente da Torre Eiffel
O maior desafio dos novos surfistas do metrô é passar em frente da Torre Eiffel Reprodução / Le Monde

A revista M, do jornal francês Le Monde, traz em sua edição deste fim semana uma reportagem sobre os novos “surfistas do metrô”. O texto conta a história de jovens que se aventuram em cima de vagões do mundo inteiro e postam fotos e vídeos de seus feitos nas redes sociais.

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Personagem da canção W/Brasil, de Jorge Bem Jor, em 1992, o “surfista de trem” está de volta, mas desta vez nas linhas ao ar livre dos metrôs das grandes cidades do mundo. “De Paris a Berlim, passando por Moscou, Melbourne, Nova York, Estocolmo ou Mumbai, o teto dos metrôs se tornou um verdadeiro playground”, ironiza a reportagem.

A revista M encontrou alguns dos novos adeptos do subway surfing, como o alemão Ikarus, que conta suas proezas em Viena e Paris, ou até nos tetos dos ônibus em Barcelona. O jovem vê a atividade como um “esporte urbano”, e explica que a sensação de adrenalina que experimenta durante suas peripécias “tem o mesmo efeito de uma droga pesada”.

O francês Feito, outro adepto da surfe de metrô, diz que também começou a praticar a atividade em busca de emoções intensas. Como Ikarus, seu local preferido é a linha 6 do metrô parisiense, que tem uma parte de seu trajeto a céu aberto e atravessa o rio Sena, passando em frente a Torre Eiffel. “É como se eu estivesse em um carrossel na Disneylândia”, compara o Feito. “Não há lugar mais belo no mundo para fazer subway surfing”, estima Ikarus. “É uma forma de escapar do clima meio robótico das cidades grandes”, completam os parisienses Astoria e Piksu.

A revista M conta que a moda começou no início dos anos 1990, na Alemanha. “Mas na época, os jovens ávidos de aventura abriam as portas dos trens em movimento e se balançavam sobre os trilhos, agarrados aos vagões. Após vários acidentes, a prática foi um pouco abandonada, antes de reaparecer no final dos anos 2000”, lembra a reportagem.

O texto explica que a passagem diante da Torre Eiffel é uma das favoritas dos surfistas metroviários. Eles escolhem o trajeto pelas imagens que produzem durante a aventura. Acompanhados de comparsas que se posicionam em lugares estratégicos, eles filmam ou fotografam as cenas, que rapidamente viralizam nas redes sociais.

Acidentes fatais e vigilância das autoridades

No entanto, ressalta a reportagem, esse espírito de aventura também já provocou algumas tragédias. “Três acidentes fatais foram registrados desde 2015 em Paris e este ano um adolescente ficou gravemente ferido ao cair do teto de um vagão”, enumera o texto.

A RATP, que gerencia a rede de metrôs parisienses, lembra que o subway surfing é totalmente ilegal e registra queixa a cada vez que um surfista é visto passeando nos tetos de seus trens. O delito está sujeito a uma pena de um ano de prisão e € 15 mil de multa.

Apesar do risco de sanções, as autoridades temem que as belas imagens nas redes sociais incentivem mais aventureiros. Uma campanha de prevenção, batizada #stoptrainsurfing, chegou a ser lançada no ano passado. Além disso, várias estações de metrô foram reformadas para reforçar as barreiras de segurança em seus arredores e nos viadutos que passam sobre linhas de trens, conta a revista M do jornal francês Le Monde.

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