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Reforma da Previdência no Brasil é aprovada sem dificuldades, destaca Le Figaro

O secretário especial da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, conversa com senadores durante votação da reforma da Previdência.
O secretário especial da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, conversa com senadores durante votação da reforma da Previdência. REUTERS/Adriano Machado

A aprovação da reforma da Previdência no Brasil é um dos destaques da imprensa francesa desta quarta-feira (23). Segundo o diário conservador Le Figaro, a mudança no sistema de aposentadorias brasileiro representa a principal medida do projeto econômico do presidente Jair Bolsonaro e que foi adotada definitivamente na noite de terça-feira (22), com uma larga maioria de votos no Senado, um desfecho favorável ao governo, após oito meses de intensas negociações.

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A reportagem informa que o texto foi aprovado por 60 votos a 19, portanto uma margem confortável acima do mínimo exigido para a aprovação (49 votos, ou três quintos dos 81 senadores). Le Figaro destaca que a reforma previdenciária é considerada crucial pelos mercados para sanar as finanças públicas, sendo vista como a pedra angular de um vasto plano de austeridade para atrair novos investidores e reavivar uma economia moribunda.

O jornal explica que o governo brasileiro espera uma economia de R$ 800 bilhões, ou € 176 bilhões, em dez anos. O texto lembra que o projeto inicial previa uma economia ainda maior, de R$ 1,2 trilhão, o equivalente a € 281 bilhões, mas esse valor foi reduzido devido a mudanças realizadas durante as discussões no Senado e na Câmara dos Deputados.

Le Figaro escreve que a reforma prevê uma idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e de 62 para mulheres, com um período de contribuição de 40 anos para uma pensão completa para homens e 35 para mulheres. 

Segundo a reportagem, o antigo sistema fazia do Brasil um dos poucos países do mundo que não exigia idade mínima para a aposentadoria, permitindo que mulheres com 30 anos de contribuição e homens com 35 anos recebessem suas pensões.

Poucas horas antes da votação pelos senadores, o sentimento de que a aprovação da reforma era iminente foi recebido com euforia na Bolsa de Valores de São Paulo, escreve Le Figaro. Na terça-feira, o índice Ibovespa ultrapassou a barra simbólica de 107.000 pontos, fechando em 107.381, com alta de 1,28%. Desde o início do ano, o Ibovespa acumula ganho de 22,18%.

Contudo, a reforma da Previdência está longe de ser unânime no Brasil. O jornal Le Figaro conclui dizendo que para a esquerda brasileira, ela terá o efeito de ampliar as desigualdades. O diário também destaca que vários movimentos de greve sacudiram o país nos últimos meses.

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