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França

“Coletes amarelos” tentam relançar protestos em aniversário de um ano do movimento

"Coletes amarelos" celebram um ano do movimento com novos protestos.
"Coletes amarelos" celebram um ano do movimento com novos protestos. REUTERS/Christian Hartmann

O movimento dos “coletes amarelos” completa um ano neste fim de semana. Apesar de terem perdido força com o passar do tempo, os organizadores esperam relançar a mobilização. Um protesto está previsto para este sábado (16) em Paris. As autoridades preparam um dispositivo de segurança especial para evitar atos de vandalismo.

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Pelo menos três manifestações oficiais devem ser realizadas na capital francesa. No entanto, segundo uma lista de eventos divulgada nas redes sociais, mais de 200 ações estão previstas em todo o país.

O governo mobilizou um dispositivo de segurança especial para esse fim de semana, mesmo se o movimento perdeu força. Os últimos protestos dos “coletes amarelos” reuniram apenas alguns milhares de manifestantes, enquanto a primeira passeata, em 17 de novembro de 2018, mobilizou 282 mil pessoas.

Mas as autoridades temem a participação de manifestantes radicais no protesto e atos de vandalismo, como os que marcaram boa parte das passeatas dos “coletes amarelos”. Além de reforçar a segurança nos arredores de alguns monumentos e prédios, como o palácio do Eliseu, sede da presidência, as marchas não poderão se aproximar de locais considerados estratégicos, como a praça do Trocadéro, diante da Torre Eiffel, ou a avenida do Champs-Elysées, palco cenas de destruição em protestos passados. Temendo ataques, alguns comerciantes também instalaram tapumes para proteger suas vitrines. 

Além de Paris, manifestações são previstas nas principais cidades francesas, como Bordeaux, Lille, Lyon, Marselha, Nantes ou Toulouse. Os organizadores também convocaram os “coletes amarelos” para que paralisem rotatórias nas estradas próximas de locais como Besançon, Calais, Colmar, Dunkerque e Montpellier.

Mais de metade da população apoia “coletes amarelos”

Segundo uma pesquisa de opinião divulgada esta semana, 55% dos franceses apoiam ou exprimem simpatia pelo movimento. No entanto, de acordo com o mesmo estudo, 63% das pessoas ouvidas não desejam que a mobilização seja retomada.

Os “coletes amarelos” começaram a se manifestar em oposição ao aumento de um imposto sobre os combustíveis. O movimento ganhou força rapidamente e se transformou em uma onda de protestos nacional contra o governo, com a queda do poder aquisitivo como uma das principais reclamações. A mobilização levou o presidente francês, Emmanuel Macron, a lançar um debate nacional, seguido de algumas medidas econômicas e sociais.

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