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Estados Unidos/Rússia

Obama e Medvedev assinam novo tratado sobre redução de armas nucleares

Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama (à esq) e da Rússia Dmitri Medvedev, assinam novo tratado START de redução de armas nucleares.
Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama (à esq) e da Rússia Dmitri Medvedev, assinam novo tratado START de redução de armas nucleares. Reuters

Nesta quinta-feira, em Praga, capital da República Checa, os presidentes Barack Obama, dos Estados Unidos, e Dmitri Medvedev, da Rússia, assinaram um novo tratado START que prevê redução importante do arsenal nuclear dois países. O documento, considerado o mais ambicioso desde o fim da Guerra Fria, é fruto de difíceis negociações entre Washington e Moscou durante 10 meses.

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Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Dmitri Medveded, assinaramm em Praga o novo tratado de redução de armas nucleares. Chamado de START 2 (Tratado de Redução de Armas Estratégicas, na sigla em inglês), ele substitui o antigo assinado em 1991 e expirado no ano passado.

Um dos principais pontos do novo tratado russo-americano sobre redução de armas estratégicas é a redução dos arsenais das duas grandes potências para 1.550 ogivas nucleares em cada país, o que corresponde a uma diminuição de 74%.

Especialistas consideram que o acordo oficializado nesta quinta-feira é um dos mais ambiciosos desde o fim da Guerra Fria, que tinha os Estados Unidos e a Rússia como principais inimigos. Segundo o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, a assinatura do novo tratado reflete a retomada do nível de confiança entre os dois países.

O governo de Barack Obama já anunciou que não tem a intenção de usar armas nucleares, exceto em casos extremos, em que estivessem em jogo interesses vitais, seus ou dos aliados do país. Os Estados Unidos prometem ainda não atacar com estas armas países que não possuem arsenal atômico e que respeitam as regras do Tratado de Não-Proliferação Nuclear.

Excessões

As exceções, segundo Washington, são o Irã, acusado de desenvolver armas atômicas, e a Coréia do Norte, que já efetuou recentemente dois testes nucleares. Os dois países, portanto, não estariam livres de um ataque norte-americano. O novo tratado russo-americano terá duração de 10 anos e poderá ser renovado por no máximo mais cinco anos.

Uma cláusula prevê a possibilidade de uma das partes se retirar do acordo.
Este é um passo importante para a melhoria da relação diplomática entre os dois países, que tinha se deteriorado durante o governo de George W. Bush.
 

Irã

Obama e Medevedev também discutiram em Praga sobre a questão nuclear iraniana. Segundo o presidente americano, os dois países trabalham para que a ONU imponha sanções severas ao Irã.

"Estados Unidos e Rússia fazem parte de uma coalizão de países que insistem para que a República Islâmica do Irã sofre as consequências porque ela não para de romper com suas obrigações", disse Obama em referência ao fracasso dos esforços diplomáticos para fazer o regime iraniano recuar de seu programa nuclear, suspeito de ser uma fachada para a produção de armas atômicas.

"As novas sanções serão possíveis se Teerã não acabar com todas as dúvidas sobre seu programa nuclear", completou o presidente russo.

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