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Jornais destacam movimento social contra reforma da aposentadoria

6° dia de mobilização na França para protestar contra a reforma da previdência social.
6° dia de mobilização na França para protestar contra a reforma da previdência social. Reuters

A intensificação do movimento contra a reforma da previdência social e a greve geral desta terça-feira dominam as manchetes dos principais jornais franceses. Os diários não foram distribuídos hoje por causa da paralisação, mas alguns deles podem ser lidos parcial ou integralmente na Internet.

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"Caminhoneiros, secundaristas, refinarias, transportes. A contestação contra a reforma das aposentadorias se amplia e se radicalisa enquanto os sindicatos convocam para mais um dia de mobilização hoje", nota Libération. Para o jornal de esquerda, os sindicatos devem provar neste sexto dia de mobilização que o movimento continua forte, mas ao mesmo tempo precisam controlar os setores mais radicais.

O diário comunistaL'Humanité destaca também destaca a entrada dos caminhoneiros e o aumento do número de secundaristas e ferroviários que participam do movimento.

"Aposentadorias, os outros caminhos", diz a manchete de La Croix. O jornal católico perguntou aos partidos políticos que criticam o projeto do governo o que eles fariam em 2012, caso vencessem as eleições presidenciais na França.

Já a manchete do conservador Le Figaro ressalta os confrontos entre jovens e policiais que ocorreram durante as manifestações de secundaristas nesta segunda-feira. O jornal afirma ainda que o governo continua a mostrar firmeza e aceita correr o risco de um movimento social prolongado.

Segundo o diário especializado em economiaLes Echos, a estratégia do governo consiste em manter-se inflexível, tranquilizar a população, conter os episódios de violência e limitar ao mínimo as perturbações causadas pelo movimento social. A principal preocupação do pode executivo é eliminar o risco de falta de combustível.

Outro jornal econômico, La Tribune, afirma que o conflito entre sindicatos e governo não será decidido com as manifestações, mas no Senado, onde a votação do texto está prevista para quinta-feira, e sobretudo nas estações de trem, nos depósitos de combustível e diante das escolas secundárias. "Essas ações e o impacto delas na opinião pública vão traçar o epílogo deste braço de ferro", conclui La Tribune.

 

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