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Prejuízos das greves para a imagem da França são incalculáveis, afirma Le Figaro

Os protestos contra a reforma da aposentadoria na França são os destaques dos jornais Le Figaro e L'Humanité.
Os protestos contra a reforma da aposentadoria na França são os destaques dos jornais Le Figaro e L'Humanité. RFI

O custo para a França das greves e paralisações durante os protestos contra a reforma da aposentadoria é o destaque desta segunda-feira do jornal Le Figaro. Citando os números do ministério da Economia, o diário conservador informa que os prejuízos diários ao país são estimados entre 200 a 400 milhões de euros. Somando os 8 dias de mobilização, a fatura aumenta para valores entre 1,6 e 3,2 bilhões de euros.

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A esse custo direto, que afeta principalmente as pequenas e médias empresas do país, deve ser acrescentado, segundo o governo, uma degradação da imagem do país que não se avalia em números, escreve o jornal.

Em editorial, Le Figaro afirma que a imagem da França sai muito arranhada desse episódio da reforma da aposentadoria. O jornal contesta a percepção dos especialistas ao afirmarem que os movimentos sociais e as paralisações afetam a economia apenas de maneira marginal. Os computadores do governo não podem registrar tudo, escreve o editorialista Gaëtan de Capèle, lembrando que muitas pequenas empresas e comerciantes perdem contratos porque não conseguem se deslocar.

Para ele muitos trabalhadores não grevistas são vítimas do efeito colateral das greves. Le Figaro diz que será compreensível a atitude de empresários estrangeiros que pensarão duas vezes antes de investir em um país onde um punhado de extremistas consegue bloquear refinarias e paralisar a economia impunemente. A França ainda não parou de pagar o preço dessa crise de nervos, conclui.

O jornal L'Humanité faz um balanço das manifestações contra a reforma da aposentadoria e questiona se esse não foi o primeiro grande conflito social do século 21 na França pela mobilização, forma e aspirações que, segundo o jornal comunista, fugiram de todos os clichês. L'Humanité expõe uma lista de 10 motivos que deram margem a um movimento que considera novo, entre eles a união de diferentes gerações, a expressiva participação dos trabalhadores do setor privado e a unidade sindical.

 

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