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Jornais debatem fim do conflito social sobre reforma da aposentadoria

Esta quinta-feira será mais um dia de greve geral na França.
Esta quinta-feira será mais um dia de greve geral na França. Reuters

Às vésperas de um novo dia de manifestações e greve geral, o movimento de protesto contra a reforma da aposentadoria continua dominando as manchetes dos principais jornais franceses. A versão final do projeto do governo foi definitivamente aprovada nesta terça-feira pelo Senado e será votada hoje pelos deputados. Mas os socialistas, principal força da oposição, já anunciaram que pretendem recorrer ao Conselho Constitucional, o que deve retardar a promulgação da lei.

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"O conflito chega ao fim", diz a manchete de Le Figaro. O diário conservador afirma que o governo evita comemorar antes da hora, mas está satisfeito com a diminuição da mobilização popular. Segundo Le Figaro, agora a prioridade do Executivo é retomar o diálogo com os sindicatos.

"Não terminou", avisa o sindicalista Bernard Thibault na primeira página de Libération. Na entrevista concedida ao jornal de esquerda, o líder da CGT, a principal central sindical francesa, prevê o surgimento de novas formas de protesto e denuncia a infiltração de policiais nas manifestações contra a reforma da previdência social.

L'Humanité também afirma que os trabalhadores "não estão decididos a virar a página". Para o jornal comunista, a contestação popular muda de forma mas permanece ativa e as manifestações de amanhã serão decisivas para a continuação do movimento contra a reforma.

Já o diário especializado em economia Les Echos destaca que a central sindical CFDT propôs ao Medef, o sindicato patronal, o lançamento de uma negociação sobre o emprego dos jovens e dos seniors. O governo elogiou a iniciativa, pois vê nela uma maneira de encerrar o conflito sobre a reforma da aposentadoria.

La Croix afirma que Nicolas Sarkozy sai enfraquecido da queda de braço entre governo e sindicatos. Segundo o jornal católico, o presidente pretende dar um tom social ao final de seu mandato para melhorar sua imagem. Isso pode incluir o lançamento da negociação sobre o emprego dos jovens e seniors e até mesmo a nomeação de um novo primeiro-ministro com um perfil mais "social", como Jean-Louis Borloo, atual ministro da Energia. Mas, segundo La Croix, nenhuma decisão definitiva foi tomada até agora no Palácio do Eliseu.

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