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EUA/Terrorismo

Primeiro prisioneiro de Guantánamo pode pegar prisão perpétua

Ahmed Khalfan Ghailani, ex-preso da base norte-americana de Guantanamo foi inocentado nesta quinta-feira.
Ahmed Khalfan Ghailani, ex-preso da base norte-americana de Guantanamo foi inocentado nesta quinta-feira. Reuters

Um ex-preso da base norte-americana de Guantánamo foi inocentado nesta quinta-feira de quase 280 acusações apresentadas contra ele por um júri civil nos Estados Unidos. Mas foi considerado culpado de conspiração contra os EUA.

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O tanzaniano Ahmed Khalfan Ghailani foi o primeiro suspeito de terrorismo julgado por um júri civil norte-americano. Ele foi transferido da base militar de Guantánamo para ser julgado por um tribunal federal em Nova York que o considerou inocente das quase 280 acusações de terrorismo que pesavam contra ele. O tanzaniano de 36 anos foi considerado culpado de uma única acusação: a de conspirar para danificar ou destruir a propriedade dos Estados Unidos.

Por essa única acusação, Ghailani pode pegar de 20 anos à prisão perpétua. O anúncio do veredito está previsto para 25 de janeiro. O julgamento começou no dia 12 de outubro e o júri deliberou durante cinco dias. Ele foi julgado também por seu envolvimento com a Al-Qaeda nos ataques contra as embaixadas dos Estados Unidos, no Quênia e na Tanzânia. Esses atentados, em 1998, mataram 224 pessoas.

O julgamento de Ghailani é visto como um teste à política adotada pelo presidente Barack Obama para os julgamentos por terrorismo. Os republicanos defendem que, nos casos de terrorismo, tribunais militares fiquem encarregados do julgamento. Até hoje, 174 suspeitos terroristas ainda continuam detidos na base naval militar americana em Cuba aberta em 2002 pelo presidente Bush.
 

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