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Le Monde diz que "Tropa de Elite 2" é fenômeno popular no Brasil

O cineasta brasileiro, José Padilha com o prêmio "urso de ouro" recompensa pelo filme Tropa de Elite.
O cineasta brasileiro, José Padilha com o prêmio "urso de ouro" recompensa pelo filme Tropa de Elite. Reuters

O sucesso de bilheteria do filme 'Tropa de Elite 2' é destaque na edição desta quinta-feira do jornal francês Le Monde. O correspondente no Brasil Jean-Pierre Langellier escreve um artigo de meia página elogiando a qualidade técnica da obra, a reputação do diretor José Padilha e o bem-sucedido lançamento massivo em mais de 700 salas de cinema.

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"'Tropa de Elite 2' não é apenas um excelente filme de ação, é um fenômeno popular que virou febre nacional", afirma o jornalista francês.
Para ele, o mérito do trabalho de Padilha é o fato de o diretor ter se inspirado na realidade brasileira para produzir uma obra de ficção.
O correspondente detalha as cenas mais fortes e violentas e se interessa especialmente em analisar a relação entre políticos e integrantes de milícias. "O filme denuncia com força a cumplicidade que os une no crime e na corrupção", escreve Langellier. Ele destaca que as milícias tomaram conta de cerca de 40% das favelas do Rio de Janeiro e, com seu poder paralelo, impuseram um tipo de sistema econômico com tentáculos. "Entre outras imposições ilegais, os milicianos cobram pelo acesso a canais de televisão a cabo com material roubado e obrigam os habitantes a comprar seus bujões de gás fabricados de maneira clandestina", destaca o correspondente do Le Monde.
O artigo termina dizendo que o público brasileiro que vai ao cinema entra em uma catarse coletiva na cena em que o policial herói vivido por Wagner Moura agride um político corrupto. Os aplausos podem ser compreendidos numa população que tem sede de Justiça, analisa o jornalista.

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