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Familiares de vítimas do voo AF 447 estão pessimistas com novas revelações sobre o acidente

RFI

O jornal Le Parisien se pergunta nesta terça-feira se haverá novas revelações sobre as causas do acidente com o voo Air France na rota Rio-Paris, que matou 228 pessoas há dois anos.

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De acordo com Le Parisien, familiares de vítimas da catástrofe ficaram perplexos com o teor do comunicado da BEA, a agência francesa de investigação para a aviação civil, que afirmou ontem que irá apresentar fatos novos e as circunstâncias exatas do acidente na próxima sexta-feira. Laurent Lamy, membro da associação de vítimas Entraide e Solidarité, diz ao Le Parisien que ficaria muito surpreso se a BEA modificasse sua última versão para a queda do Airbus, que consistiu em colocar a culpa nos pilotos. Lamy perdeu o irmão na catástrofe. Ele, assim como outros membros da associação, têm certeza de que a queda não foi provocada somente por erro humano.

Lamy reclama que a BEA e a agência europeia EASA, responsáveis por garantir a segurança nos aviões, demoraram demais para recomendar a troca das sondas Pitot nos aviões. Até o momento, o congelamento dessas sondas, que medem a velocidade do aparelho, é apontado como a causa principal da queda do Airbus, mas não a única. Antes do acidente com o voo Rio-Paris, várias companhias aéreas haviam constatado problemas com essas peças e trocado as sondas defeituosas, mas a iniciativa ficou por conta de cada companhia, já que não houve uma recomendação expressa da agência europeia. A Air France, por exemplo, esperava dar uma pane para trocar o equipamento. Três meses depois da tragédia no oceano Atlântico, todas as sondas Pitot foram trocadas.

O familiar francês estima que as investigações são "orientadas" para não prejudicar a Airbus, a Air France e as autoridades de segurança aérea. Outras famílias de vítimas também questionam se os procedimentos preconizados pela Airbus em caso de perda de sustentação do aparelho são adequados e os pilotos suficientemente treinados para esse tipo de ocorrência. Laurent Lamy se queixa ao Le Parisien sobre as lacunas das investigações no tocante às calculadoras de bordo, que filtram as ordens dadas pelos pilotos.

O jornal conclui que as famílias das vítimas do AF 447 aguardam com expectativa a conclusão de outro inquérito, o que é realizado por um juiz francês independente, cuja publicação pode demorar vários anos.

Emoção de Cielo incomoda adversários

O jornal Libération tem uma explicação para a vaia contra Cesar Cielo, ontem, após sua vitória nos 50 m borboleta do Mundial de Esportes Aquáticos de Xangai. O jornal afirma que o ataque de choro do nadador brasileiro incomodou mais do que a suspeita de que ele tenha sido favorecido pela decisão do Tribunal Arbitral do Esporte no caso de doping.
 

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