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Conquista do Senado francês pela esquerda complica plano de reeleição de Sarkozy

Gerard Larcher, presidente do Senado francês, participa de conferência em Paris.
Gerard Larcher, presidente do Senado francês, participa de conferência em Paris. Reuters/Gonzalo Fuentes

A vitória histórica da esquerda que conquistou a maioria absoluta do Senado francês pela primeira vez em mais de 50 anos estampa as manchetes de toda a imprensa francesa desta segunda-feira. Para os jornais, a derrota inesperada da direita conservadora e do partido do presidente francês significa um alerta para Sarkozy que tenta a reeleição nas eleições presidenciais de 2012.

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Terremoto político a 8 meses das eleições presidenciais, resume o Le Figaro sobre a conquista do Senado pela esquerda, tradicional reduto da direita e do centro desde o início da chamada Quinta república francesa, em 1958.

O jornal conservador faz uma lista das consequências desastrosas para o atual governo. Um senado com maioria de esquerda vai representar um obstáculo diário para o presidente Sarkozy e seu primeiro-ministro François Fillon até as eleições do ano que vem, afirma o Le Figaro. A ampla maioria de esquerda colocou um fim no projeto do presidente de convocar de inscrever na Constituição a chamada "regra de ouro", que obrigaria o governo a limitar dos gastos públicos orçamento. O Senado também poderá rejeitar o projeto de orçamento para o ano que vem e ainda criar várias comissões de investigação sobre assuntos que incomodar o governo, escreve Le Figaro.

O Libération afirma que o resultado mostra as divisões que reinam atualmente no partido conservador UMP do presidente Sarkozy, e essa derrota vai complicar bastante a ambição dele de se reeleger.

Em editorial, o jornal lembra que a Constituição do país foi elaborada para que o Senado fosse menos exposto à alternância política e se tornasse um porto seguro da direita francesa. Por isso, essa sanção nas é sobretudo simbólica. A esquerda, ao conquistar essa fortaleza tão bem protegida dos conservadores, segue sua lógica eleitoral, após as vitórias nas últimas eleições locais e regionais e gera uma esperança para tomar o poder em 2012.

O comunista L'Humanité destaca que apesar da forma de votação anti-democrática , a esquerda conquistou a maioria absoluta impondo uma derrota implacável para Sarkozy e seu partido o UMP.

O católico La Croix explicou que a esquerda ganhou mais cadeiras em diversas regiões, incluindo onde se encontra a capital, Paris.
 

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