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Cúpula do G20

Em Cannes, Dilma cobra agilidade de líderes europeus para resolver crise

Presidenta Dilma Rousseff recebida pelo presidente francês Nicolas Sarkozy durante cerimônia oficial de chegada na Cúpula de Líderes do G20.
Presidenta Dilma Rousseff recebida pelo presidente francês Nicolas Sarkozy durante cerimônia oficial de chegada na Cúpula de Líderes do G20. Roberto Stuckert Filho/PR

A presidente Dilma Rousseff cobrou, nesta quinta-feira, agilidade dos líderes europeus na solução da crise europeia. Em um breve discurso durante o almoço de abertura da cúpula do G20, Dilma afirmou que o "Brasil é solidário, mas que é preciso liderança, visão clara e rapidez na solução da crise".  

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Ana Carolina Dani, enviada especial a Cannes

Além de exigir mais eficiência dos europeus, a presidente também reiterou que o Brasil está disposto a ajudar financeiramente a Europa via o Fundo Monetário Internacional (FMI). Uma possível contribuição dos emergentes é um dos principais temas em discussão, em Cannes.

O Brasil já sinalizou que é contra participar disponibilizando recursos diretamente ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, criado para ajudar os países mais fragilizados do bloco, uma posição contrária à da China, que já sinalizou com o aporte de recursos ao Fundo.

No discurso, Dilma também pediu detalhes sobre o pacote europeu e afirmou que é possível que a crise já comece a "respingar" nos emergentes. Ela voltou a reiterar o que havia dito antes de deixar o Brasil, ou seja, que é preciso que o G20 pense em medidas que promovam o crescimento.

A resposta dos países europeus à crise na Europa privilegia políticas fiscais centradas no corte de gastos, o que, na visão do governo brasileiro, é um equívoco.

Lula

Em pronunciamento antes da fala de Dilma, o presidente francês Nicolas Sarkozy demonstrou preocupação com a saúde do ex-presidente Lula. Sarkozy pediu à Dilma que transmita a Lula votos de pronta recuperação. "Nós o amamos", afirmou o presidente, diante dos outros líderes do G20.

Entre os emergentes, a China acabou ganhando o protagonismo e a atenção dos países europeus, que contam com a ajuda de Pequim para aumentar os recursos destinados ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, criado para ajudar os países mais fragilizados do bloco.

A presidente Dilma Rousseff chegou ao Palácio dos Festivais, em Cannes, onde está sendo realizado o G20, acompanhada do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Assim como os outros chefes de governo e de Estado, Dilma foi recebida pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, na entrada do Palácio, onde conversaram por alguns minutos.

Mais cedo, no início da manhã, Dilma Rousseff se reuniu com os BRICS, grupo formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Ela não falou à imprensa sobre esse encontro, mas o presidente russo, Dmitri Medvedev, afirmou que os BRICS discutiram a posição comum que pretendem adotar no G20. Já o presidente chinês, Hu Jintao, afirmou que o grupo falou sobre a situação econômica global e sobre a crise da dívida grega.

Segundo uma fonte do governo russo citada por agências de noticias, os emergentes estariam preocupados com as consequências para a Europa da crise causada pelo anúncio do primeiro-ministro Georges Papandreou de convocar um referendo sobre o plano de ajuda negociado pelos europeus para salvar a Grécia.

A agenda de hoje da presidente Dilma Rousseff também incluiu, na parte da manhã, uma reunião bilateral com Cingapura.

 

 

 

 

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