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Crise/zona do euro

Merkel afirma que Europa está perto de concluir união orçamentária

A chanceler alemã, Angela Merkel, discursa diante do Parlamento.
A chanceler alemã, Angela Merkel, discursa diante do Parlamento. REUTERS/Tobias Schwarz

Em um discurso no parlamento alemão, a chanceler alemã, Angela Merkel, insistiu na receita ortodoxa para superar a crise na zona do euro. As declarações de Merkel aconteceram menos de 24 horas após o discurso do presidente francês, Nicolas Sarkozy, em Toulon.

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Disciplina orçamentária, rigor e união são as principais ferramentas para tirar a Europa da crise. Essa foi a principal mensagem do discurso da primeira-ministra alemã Angela Merkel. Diante do Parlamento hoje, Merkel declarou que o desrespeito às regras do pacto de estabilidade provocou a perda de credibilidade da zona do euro.

Ela afirmou também que o projeto de união orçamentária com regras rígidas para os países-membros da zona do euro já está em andamento e que, na próxima segunda-feira, ela e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, terão uma nova reunião.

Nas linhas gerais, o discurso da alemã está afinado com o de Sarkozy. Ontem à noite em Toulon, com ares de campanha eleitoral, o presidente francês defendeu a importância da União Europeia e prometeu, em parceria com a Alemanha, refundar os tratados europeus e repensar toda a organização do bloco.

Discórdia

A chanceler alemã disse que criar títulos europeus de dívida pública --os eurobonds - não é solução para os problemas da União Europeia e que só o defende quem "ainda não entendeu a crise". Essa foi uma alfinetada no presidente da comissão europeia, José Manuel Durão Barroso, que defende esse projeto e na França. Para Merkel, mutualizar os problemas da zona do euro é algo fora de cogitação. Ela insiste que, cada país, deve assumir sua responsalidade. “Precisamos de respostas para quem quebrou as regras", diz. "As regras valem para todos. (...) "Não é possível ficar pagando a conta dos outros”, sentenciou.

França e Alemanha também parecem discordar quanto ao tempo necessário para reerguer a economia europeia. Para o ministro da Econimia francês, François Baroin, uma vez organizada a nova governança da zona do euro, a melhora da situação será mais rápida que o esperado. Já, para Merkel, serão necessários vários anos para a resolução da crise.

 

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