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Imprensa

"Made in France" defendido por Sarkozy tem objetivo eleitoral

O presidente francês Nicolas Sarkozy visita uma fábrica nos Alpes com o objetivo de valorizar o produto "made in France".
O presidente francês Nicolas Sarkozy visita uma fábrica nos Alpes com o objetivo de valorizar o produto "made in France". REUTERS/Philippe Desmazes/Pool

A viagem do presidente Nicolas Sarkozy no leste do país para promover o conceito do "made in France" deu origem a várias reportagens e manchetes da imprensa francesa desta quarta-feira. Os jornais destacam que a iniciativa do chefe de estado em defesa dos produtos fabricados no país responde a uma preocupação crescente dos franceses e, ao mesmo tempo, revela sua preocupação com um tema que vai estar bem presente na campanha eleitoral para a presidência: o desenvolvimento do setor industrial francês.

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O "Made in France" entrou na campanha, anuncia o Le Figaro ao comentar que depois de alguns candidatos já declarados à corrida presidencial, foi a vez de Sarkozy tocar no tema da desindustrialização da França. Sua visita a uma empresa multinacional que decidiu voltar a fabricar equipamentos de ski na França foi a ocasião para o presidente lembrar de que sua política de incentivos fiscais para quem produzir no país dá resultados, destaca o Le Figaro. Em editorial, o jornal conservador afirma que o selo "Made in France" não é suficiente para vender produtos e é inútil convencer os consumidores a comprar produtos feitos localmente. A única receita para uma concorrência cruel é ser competitivo, escreve o Le Figaro.

O Les Echos afirma que para frear a ofensiva de seus adversários políticos sobre a crise do setor industrial francês, Sarkozy foi visitar uma fábrica para divulgar que a França deve ser um país de produção, mas evitando o protecionismo.

O Libération ironiza: a presença de Sarkozy em uma região conhecida pela neve serviu para ele contar ao franceses um "conto de natal". Para o jornal, Sarkozy escolheu visitar uma fábrica que trouxe de volta a produção de Taiwan para França criando 20 empregos para mostrar que é possível invertar a lógica de transferir a produção para países mais baratos.

Mas para o Libération, o presidente posa como defensor do selo "Made in France" em um momento em que a indústria francesa é engolida pela globalização.

O Aujourd' hui en France afirma que Sarkozy não é o único a fazer propaganda dos produtos feitos no país. O socialista Hollande, a candidata da extrema-direita Marine Le Pen também defendem o patriotismo econômico. O pior, escreve o jornal, é que na prática, a realidade é outra. Na lista de empresas francesas que decidiram fabricar longe do país está o próprio governo que mandou fazer seus uniformes militares na China, Marrocos e no Sri

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