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Meio Ambiente

Saída do Canadá do Protocolo de Kyoto não surpreende especialista

Áudio 04:09
O primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, crítico do Protocolo de Kyoto.
O primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, crítico do Protocolo de Kyoto. REUTERS

O Canadá foi o primeiro país a anunciar sua retirada do protocolo de Kyoto, na segunda-feira, 12 de outubro. Desde que chegou ao poder no país em 2006, o governo conservador de Stephen Harper tem rejeitado suas obrigações perante o documento. Mas por que o Canadá, um país conhecido por seu engajamento ecológico, é exatamente o primeiro a abandonar o Protocolo de Kyoto? O aumento das emissões canadenses está relacionado à extração de petróleo derivado de areias betuminosas na província de Alberta, cuja produção está entre as mais nocivas para o meio ambiente. Especialistas acreditam que as reservas de petróleo acessíveis em Alberta poderiam chegar à quantidade colossal de 174,5 bilhões de barris - um volume maior do que a soma das reservas do Irã e da Líbia. Por isso, o país se arriscava a pagar multas bilionárias por não cumprir as metas estabelecidas no documento. Eduardo Viola, especialista em política internacional da mudança climática e professor de Relações Internacionais na Universidade de Brasília, afirma que a retirada do Canadá não é nenhuma surpresa. Viola acredita que ainda que o Canadá abandonasse o Protocolo de Kyoto, nada mudaria, porque o tratado não tem força para punir os que não o cumprem.

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