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França

França flexibiliza lei sobre trabalho de estudantes estrangeiros de alto nível

Cérémonie de remise de diplômes des étudiants en doctorat à La Sorbonne.
Cérémonie de remise de diplômes des étudiants en doctorat à La Sorbonne. AFP/Bertrand Guay

Boa notícia para os estudantes brasileiros que fazem mestrado ou doutorado na França. Após vários meses de polêmica, o ministro do Interior, Claude Guéant, anunciou ontem a flexibilização da autorização de trabalho para estrangeiros altamente qualificados.

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O novo texto, que é um adendo à lei em vigor, permite que, depois da conclusão do mestrado ou de doutorado, os estudantes possam ter acesso a uma primeira experiência profissional na França. A circular de 31 de maio fechava as portas do mercado de trabalho aos estudantes estrangeiros, mesmo para os que já tinham ofertas de emprego.

Em um comunicado conjunto, o Ministério do Interior, o Ministério do Trabalho e o Ministério do Ensino Superior afirmam que a nova circular deverá "manter o equilíbrio entre a proteção do emprego na França e a atratividade e competitividade" do país. As autoridades responsáveis pela imigração receberão na próxima semana instruções sobre as modificações na circular.

Os representantes estudantis, porém, consideram o texto vago e afirmam que ele continuará a dar margem a interpretações subjetivas. A ONG SOS Racismo reclama, por exemplo, que a lei privilegia mestrandos e doutorandos, mas ignora entudantes estrangeiros do ensino técnico.

Brasileiros

Hoje, a França ocupa a quarta colocação entre os países que mais recebem estudantes estrangeiros. Em 2010, 58 mil universitários provinham de fora da União Europeia para fazer mestrado ou doutorado e cerca de 10% solicitaram uma autorização de trabalho.

Nesse contexto, os brasileiros destacam-se como a primeira nacionalidade dos estudantes latino-americanos na França, e a segunda nacionalidade na obtenção de bolsas de excelência do governo francês.

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