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Taxa de abstenção pode ser alta no 1° turno das eleições francesas

Cartazes de campanha eleitoral na França.
Cartazes de campanha eleitoral na França. Reuters

O risco de uma taxa de abstenção alta nas eleições presidenciais francesas é o destaque principal do jornal Aujourd'hui en France. A três semanas do primeiro turno, os franceses parecem se interessar menos pela campanha e podem repetir o cenário de 2002, quando a forte abstenção levou para o segundo turno o então candidato da extrema-direta, Jean-Marie Le Pen.

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Aujourd'hui en France repercute uma pesquisa divulgada neste domingo em que 32% dos franceses disseram que não pretendem votar. Ouvido pelo jornal, um analista de um instituto de pesquisa afirma que o interesse pela campanha existe, como demonstra as audiências dos programas de debate na tevê, mas é bem menor do que na eleição anterior, de 2007.

Outra explicação já identificada em várias pesquisas é que a campanha atual discute muito pouco os dois temas que mais preocupam os franceses: o combate ao desemprego e o poder aquisitivo. Com um balanço muito negativo nesses temas, o presidente-candidato Nicolas Sarkozy insiste em concentrar sua estratégia em segurança e a imigração, segundo o especialista.

No caso do socialista Hollande, seu principal rival ao cargo, sua campanha parece focada demais na rejeição dos eleitores por Sarkozy.

O conservador Le Figaro escreve em sua manchete principal que os socialistas multiplicam os apelos para seus eleitores se mobilizarem desde o primeiro turno para compensar uma falta de estrégia clara. O problema que desorientou a campanha do socialista François Hollande, segundo o Le Figaro, é a subida nas pesquisas do candidato do partido Frente de Esquerda, Jean-Luc Mélenchon.

O L'Humanité dedica sua manchete principal justamente à visita de Mélenchon a um bairro popular de uma cidade no interior da França onde ele reuniu 5 mil pessoas. Para o jornal comunista, enquanto a maioria dos candidatos evita as periferias, o partido Frente de Esquerda faz campanha para evitar que as populações dessas regiões menos favorecidas sejam menos estigmatizadas na sociedade francesa.

Já a reportagem principal do Libération revela porque o candidato François Bayrou do partido Modem, deixou de ser o terceiro homem na campanha e está perdido no centro, como diz a manchete do jornal. Ele não mobiliza os eleitores da esquerda moderada nem os conservadores descontentes com Sarkozy e caiu para quinto na corrida eleitoral; escreve o jornal.


 

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