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Fato em Foco

Falta confiança entre empresários do BRICS, diz consultor

Áudio 05:30
A presidenta Dilma Rousseff cumprimenta a ministra indiana das Relações Exteriores, Preneet Kaur, durante a 4ª Cúpula dos BRICS, em Nova Délhi.
A presidenta Dilma Rousseff cumprimenta a ministra indiana das Relações Exteriores, Preneet Kaur, durante a 4ª Cúpula dos BRICS, em Nova Délhi. REUTERS/Press Information Bureau of India/Handout

Adriana Moysés, enviada da RFI a Nova Délhi(Acompanhe aqui a cobertura completa da 4ª Cúpula dos BRICS)As autoridades do BRICS discutem em Nova Délhi meios de aumentar as trocas comerciais no interior do grupo. O indiano Rakesh Vaidyanathan, da empresa de consultoria The Jai Group, que presta serviços a investidores dos países do BRICS, diz que para Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul ampliarem os negócios precisam superar três dificuldades: a falta de conhecimento, de contatos e de confiança mútuos.Vaidyanathan fala que um dos problemas relacionados à falta de investimentos brasileiros nos mercados emergentes do BRICS é que « o país trata o assunto como um tema de centro-esquerda quando o grupo é um assunto de centro-direita, havendo um enorme potencial capitalista de desenvolvimento desses mercados ».Segundo o consultor, o Brasil e outros países do BRICS erram ao querer posicionar suas empresas na Europa e nos Estados Unidos em primeiro lugar, quando nações emergentes como a Índia oferecerão a médio prazo a inclusão de 500 milhões de pessoas. Com o crescimento econômico, os indianos estão deixando áreas rurais para se instalar nos centros urbanos e engrossando o mercado consumidor.Vaidyanathan afirma que a maioria dos empresários dos países do BRICS não perceberam ainda que os produtos americanos e europeus não são adaptados à realidade dos mercados emergentes, e por isso erram seu posicionamento. « Pegue o exemplo de uma indiana que sai da zona rural e nunca comprou um batom. Ela não conhece as marcas francesas de renome, e ainda por cima esses produtos são caros. Entre um batom francês e um brasileiro, tanto faz para ela, mas o problema é que o batom brasileiro não está disponível no mercado indiano. »O consultor cita a parceria bem-sucedida entre a brasileira Marcopolo e a indiana Tata. « As carrocerias brasileiras são adaptadas às estradas indianas. Os ônibus da Marcopolo estão fazendo sucesso no sul da Índia. » Existe espaço para inovação, pondera Vaidyanathan, desde que os BRICS pensem com valores e uma visão própria de mercados emergentes.Para o indiano, Brasil e Índia têm interesse em juntar esforços para desenvolver inúmeros setores, como banco de varejo, moradia popular, infraestrutura urbana, alimentos processados, entre outras áreas. Vaidyanathan aconselha os empresários brasileiros a superar a timidez e a se lançar no mercado indiano.

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