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Espanha/ Polêmica

Rei da Espanha é alvo de críticas por caçar elefantes na África

A rainha Sofia, da Espanha, concede entrevista após visitar o rei Juan Carlos em hospital de Madri, nesta segunda-feira.
A rainha Sofia, da Espanha, concede entrevista após visitar o rei Juan Carlos em hospital de Madri, nesta segunda-feira. REUTERS/Andrea Comas

A polêmica sobre o acidente do rei da Espanha em Botsuana está afetando a imagem da família real espanhola. Durante uma viagem ao país africano, o rei sofreu uma queda e fraturou o quadril, na sexta-feira. Segundo a imprensa espanhola, o monarca estava participando de uma caça a elefantes.

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O monarca teve que ser repatriado de maneira urgente e foi operado no sábado em Madri, no hospital USP San José. A Casa Real espanhola não confirmou o motivo da viagem do monarca, indicando simplesmente que se tratava de uma viagem privada.

As circunstâncias do acidente, no entanto, causaram indignação na Espanha, principalmente diante do contexto de crise econômica que enfrenta o país. Segundo a imprensa espanhola, don Juan Carlos viajou a Botsuana para participar de uma caça a elefantes, atividade autorizada se a pessoa interessada pagar entre 7.000 e 30.000 euros.

No domingo, os principais diários espanhóis mostraram uma antiga foto do Rei pousando, com um rifle na mão, em frente a um elefante morto. Uma imagem que deu o que falar.

“Não é nada exemplar o espetáculo do monarca caçando elefantes na África, quando a crise econômica no nosso país provoca tantos problemas para os espanhóis e situações familiares dramáticas”, critica o jornal de centro-direita El Mundo. “Ele transmite uma imagem de indiferença e frivolidade que um Chefe de Estado jamais pode dar”, completa.

Em dezembro, em seu discurso de Natal, o rei tinha pedido “rigor, seriedade e exemplaridade” aos homens políticos, o que se interpretou como uma alusão ao escândalo de corrupção no qual está implicado seu genro, Iñaki Urdangarin. Numa tentativa de proteger sua imagem, a Casa Real publicou pela primeira vez suas contas e excluiu Urdangarin de suas cerimônias oficiais.

Mas segundo o diário de centro-esquerda El País, as viagens privadas do chefe de Estado a países estrangeiros não são transparentes. “Às vezes não são comunicadas nem ao governo, nem ao Parlamento, nem à opinião publica”, diz o jornal.

O diário conservador e monárquico ABC dizia em seu título de domingo que este está sendo “o ano mais amargo para o rei”, dede que subiu ao trono em 1975, lembrando os últimos incidentes protagonizados por seus membros.

Esta semana, o neto mais velho do monarca, Felipe Juan Froilán Marichalar de Borbón, de 13 anos, atirou acidentalmente no próprio pé direito enquanto utilizava um rifle de caça, prática proibida na Espanha para menores de 14 anos.

Brigitte Bardot acusa o rei

A ex-atriz francesa Brigitte Bardot disse estar chocada e escandalizada com a notícia de que o rei da Espanha teria organizado um safári com o objetivo de caçar elefantes em Botsuana. “É indecente e indigno de uma pessoa de sua importância. O senhor não vale mais do que os caçadores ilegais que roubam e saqueiam a natureza. Você é a vergonha da Espanha”, escreveu a ex-atriz, conhecida defensora dos animais, em uma carta publicada por sua Fundação. “Espero que esta queda ajude a colocar suas idéias no lugar e que você passe a proteger a biodiversidade, na prática e não somente em colóquios e conversas”, disse Bardot.

Os médicos que cuidam do o Rei, de 74 anos, afirmaram no domingo que a evolução do paciente é plenamente satisfatória. 

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