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Imprensa francesa

Twitter e Facebook tornaram lei eleitoral francesa mais arcaica

O microblogue de Nicolas Sarkozy no Twitter.
O microblogue de Nicolas Sarkozy no Twitter. REUTERS

O desenvolvimento da internet e o sucesso das redes sociais tornaram ainda mais anacrônica lei eleitoral francesa que proíbe a divulgação dos resultados de sondagens antes das 8 horas da noite no dia da eleição, afirma o jornal francês Libération em sua edição desta quarta-feira, 18 de abril. Assim como na eleição presidencial passada, em 2007, microblogues como Twitter, sites de relacionamento como Facebook e até a imprensa estrangeria vão divulgar bem antes, a partir das 6 e meia da tarde, os primeiros resultados das urnas, enquanto as redes de tevê na França continuam obrigadas a esperar o horário previsto pela lei.

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Em editoral, o Libé critica duramente a obrigação de não divulgar pesquisas de intenção de voto entre meia-noite de sábado e 8 da noite do domingo no país. Até hoje nenhum estudo demonstrou os efeitos sobre o eleitor da publicação de sondagens, afirma o jornal que convida os leitores a visitar sua página na internet às 6 e meia da tarde deste domingo quando já serão conhecidos os primeiros resultados extra-oficiais da votação.

O conservador Le Figaro também dedica sua manchete principal à eleição presidencial e questiona a postura do candidato centrista François Bayrou que tem 11% das intenções de voto. A partir de segunda-feira, ele será cortejado pelos dois candidatos que passarem ao segundo turno, escreve o Le Figaro, mas por enquanto, mantém o suspense sobre quem deverá apoiar. Em editorial, o jornal conservador defende que ele se alie ao presidente Nicolas Sarkozy já que Bayrou considera o programa do socialista François Hollande irrealista.

O comunista L'Humanité faz um apelo em sua manchete para seus eleitores votarem em massa para o candidato da Frente de Esquerda, Jean -Luc Mélenchon. O objetivo no domingo é fazer o candidato da extrema-esquerda chegar bem à frente da candidata da Frente Nacional, Marine Le Pen, escreve o jornal.

O econômico Les Echos escreve que a subida de Mélénchon nas sondagens é reveladora de um desejo de radicalização da esquerda francesa e alerta o candidato socialista François Hollande de que ele deverá levar em conta o sucesso inesperado do candidato. Para o Les Echos, a campanha de Marine Le Pen perdeu fôlego e apesar de prometer uma surpresa, a candidata da extrema-direita deve mesmo é batalhar pelo terceiro lugar e não mais para passar ao segundo turno das eleições.

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