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Imprensa francesa

Libération aponta falhas da Airbus na queda do AF447

Alain Bouillard, investigador-chefe do BEA, durante coletiva de imprensa desta quinta-feira que apresenta o relatório final do acidente de 2009, do vôo Rio-Paris.
Alain Bouillard, investigador-chefe do BEA, durante coletiva de imprensa desta quinta-feira que apresenta o relatório final do acidente de 2009, do vôo Rio-Paris. REUTERS/Benoit Tessier

O jornal Libération acompanhou nessa terça-feira a divulgação do relatório judicial sobre a catástrofe com o voo Air France AF447 na sala da juíza Sylvia Zimmermann, responsável pela investigação. Dois elementos merecem destaque.

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Um documento que só apareceu na versão final do relatório do BEA, encarregado da investigação civil, mostra que a Airbus e a Agência Europeia de Segurança Aérea (AESA) conheciam desde 2010 os problemas técnicos com o diretor de voo, equipamento que pode ter induzido os pilotos ao erro fatal que levou à queda do avião. Outro elemento importante revelado pelo jornal é que a juíza Sylvia Zimmermann tem reclamado da má vontade da agência em responder às questões levantadas pela justiça. As autoridades de segurança aérea colaboraram com o BEA, mas têm evitado a justiça pelas repercussões possíveis contra a Airbus.

Libération explica em detalhes as sucessivas falhas técnicas que levaram à queda do avião, matando os 228 ocupantes. De acordo com o jornal, o relatório judicial atenua a responsabilidade da tripulação no acidente. Diante dos fatos, o Libération afirma que o avião deu uma ordem errada ao piloto, mandando empinar o nariz do avião até a perda de sustentação que provocou a queda, ordem que partiu do diretor de voo.

Emancipação das domésticas no Brasil

A revista semanal L'Express que chegou hoje às bancas traz uma reportagem sobre a emancipação das empregadas domésticas no Brasil, provocada pelo crescimento econômico e a redução das desigualdades sociais na última década. "Viva o Brasil, nasceu uma classe média", escreve L'Express, contando que as 7 milhões de domésticas que ainda existem no país estão em posição de força e já conseguem impor suas condições de trabalho.

Em quatro páginas de reportagem, a revista mostra a evolução do mercado de trabalho brasileiro, que está levando outras profissões não-qualificadas à extinção, como ascensorista de elevador, porteiro ou frentista de posto de gasolina. L'Express conclui que essa evolução é muito positiva e um sinal de transformação da sociedade emergente. "A classe média brasileira vai ter de aprender a arrumar as camas e pegar a vassoura para passar um pano no chão", sublinha L'Express.
 

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