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Saúde

Nível de atividade física no Brasil é ruim, diz pesquisa

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Se exercitar na academia é bom, mas é apenas uma das opções.
Se exercitar na academia é bom, mas é apenas uma das opções. fuse/Getty images

A falta de atividade física pelas pessoas já chega a tal ponto que os efeitos nocivos à saúde são comparáveis aos do fumo e da obesidade. Um estudo publicado na revista britânica Lancet, baseado em dados de 122 países, mostrou que a inatividade mata 5,3 milhões de pessoas por ano, praticamente o mesmo número de mortes causadas pelo tabagismo. A preguiça em se movimentar favorece o aparecimento de diabetes, problemas cardíacos e câncer.

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De acordo com a pesquisa, três a cada 10 indivíduos com mais de 15 anos não se exercitam o suficiente, de 150 minutos por semana por adulto. Entre os adolescentes, que deveriam fazer uma hora por dia de atividades físicas, a situação é ainda pior: somente um em cada cinco menores de 18 anos cumprem a meta recomendada pela Organização Mundial da Saúde. O problema chegou a ser descrito pelos cientistas como uma verdadeira "pandemia".

O coordenador do estudo é um brasileiro, Pedro Hallal, da Universidade Federal de Pelotas. Ele nos conta que, apesar das aparências, a situação do Brasil não é das melhores. "O Brasil está de razoável para ruim", afirma. Outro dado curioso da pesquisa é que o grau de inatividade física é maior na medida em que o país é mais desenvolvido.

Pedro Hallal esclarece que qualquer atividade física é boa para a saúde e não há idade para iniciar. Um ótimo começo é preferir as escadas ao elevador ou fazer a pé pelo menos uma parte do trajeto até o trabalho. Uma caminhadinha diária já faz toda a diferença. O cientista gaúcho destaca que a redução de 10% do sedentarismo mundial pode eliminar mais de meio milhão de mortes a cada ano.

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