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Meio Ambiente

Primeira reunião do "fundo verde" para países pobres acontece em Genebra

Áudio 04:01
A seca atinge Burkina Faso.
A seca atinge Burkina Faso. http://www.wfp.org/photos

Começa a sair do papel a promessa de que os países mais pobres vão se beneficiar de uma ajuda internacional para lutarem contra as mudanças climáticas. A partir de hoje e até sábado, acontece em Genebra, na Suíça, a primeira reunião do Conselho do Fundo Verde para o Clima, um mecanismo em construção idealizado pelos países que participam das conferências da ONU de Meio Ambiente.

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Este fundo é discutido há muitos anos e a partir da Conferência de Copenhague, em 2009, começou a ser definido com mais clareza. Na Rio+20, ocorrida em junho no Rio de Janeiro, a discussão permaneceu travada devido à crise econômica que afeta as nações ricas, mas foi determinado um grupo de 24 países-membros do futuro fundo, que pretende estabelecer até o ano que vem uma agenda para as economias menos desenvolvidas receberem auxílio financeiro.

O Brasil reveza com a Argentina e o México a sua cadeira no conselho, por enquanto ocupada pelos mexicanos. Na reportagem, o diplomata André Odenbreit, chefe da divisão de Clima do Itamaraty, explica a importância desta iniciativa.

A expectativa é de que os países em desenvolvimento comecem a receber pelo menos 30 bilhões de dólares já no ano que vem, valor que se pretende elevar a até 100 bilhões de dólares em 2020. Porém um grande problema é que ainda não existem regras claras sobre como vai-se chegar a este montante: se serão contribuições voluntárias ou se os países ricos serão obrigados a ceder dinheiro.

Esta primeira reunião dos membros do fundo deve começar a definir onde será a sede do organismo, entre seis países candidatos: Suíça, Alemanha, México, Polônia, Namíbia e Coreia do Sul. O Brasil não vai contribuir financeiramente com este projeto e, mais do que isso, deve ser um dos beneficiados.

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