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Portugal/ crise

Portugueses protestam contra aumento da austeridade no país

Manifestantes pedem fim das medidas de austeridade.
Manifestantes pedem fim das medidas de austeridade. REUTERS/Jose Manuel Ribeiro

Milhares de portugueses foram hoje às ruas de Lisboa para protestar contra a política de austeridade comandada pelo governo de centro-direita e que deve se acentuar nas próximas semanas. O objetivo do aperto ainda maior nas despesas é cumprir os compromissos internacionais assumidos quando o país pediu ajuda financeira para suportar a crise.  

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Por volta das 15h (11h em Brasília), diversos cortejos de manifestantes começaram a chegar na Praça do Comércio, no coração da capital portuguesa, para protestar contra “o roubo dos salários e das aposentadorias”. A manifestação foi convocada pela principal confederação sindical do país, a CGTP.

A iniciativa recebeu o apoio dos movimentos de “indignados” e de um grupo afirmando ser “apolítico", que já havia mobilizado centenas de milhares de manifestantes no último dia 15 de setembro, em cerca de 30 cidades do país, através de redes sociais. Esta manifestação havia sido a maior já realizada no país desde que Portugal recebeu ajuda financeira internacional, em maio de 2011, no valor de 78 bilhões de euros.

Neste sábado, vários manifestantes afirmaram ter vindo de outras cidades apenas para participar do protesto, em um movimento de insatisfação popular que vem crescendo nas últimas semanas. Os participantes gritavam "abaixo a austeridade", e hasteavam bandeiras dos sindicatos de funcionários públicos, professores e até mesmo policiais.

Em troca do salvamento financeiro, negociado com a União Europeia, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu, Portugal se comprometeu a aplicar cortes rigorosos nos gastos públicos, mas desde então a recessão e o desemprego pioraram no país. O déficit público português chega a 6,8% do PIB, distante dos 5% visados até o final do ano. Um plano prevendo cortes ainda maiores nas despesas e o aumento dos impostos sobre o patrimônio e o capital estão sendo estudados para reverter a situação. No ano que vem, o governo espera reduzir o déficit para 4,5% do PIB, superior aos 3% prometidos inicialmente.

Ao contrário da vizinha Espanha, os protestos em Portugal são marcados pela calma e a ausência de confrontos com as autoridades policiais. Em Madri, uma nova manifestação está marcada para o próximo sábado.
 

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