Acessar o conteúdo principal
Meio Ambiente

Tecnologia minimiza riscos ambientais da exploração do xisto

Áudio 04:17
Exploração de gás de xisto em Fort Worth, Texas, nos Estados Unidos.
Exploração de gás de xisto em Fort Worth, Texas, nos Estados Unidos. Robert Nickelsberg/Getty Images/AFP

O último relatório da Agência Internacional de Energia comprovou que, além de agora serem autosuficientes em gás, os Estados Unidos vão se tornar os maiores produtores de petróleo do mundo em 2017, tudo graças a exploração do xisto, também conhecidos como shale gaz ou shale oil. A constatação reabriu o debate em países como a França, rica em reservas de gás e petróleo de xisto, mas que se recusa a explorá-las devido aos riscos ambientais.

Publicidade

A polêmica vai e volta na França nos últimos anos, com ecologistas se opondo aos adeptos de novas formas de energia e deixando, assim, a questão em suspenso. O Brasil tem a décima maior reserva do planeta, mas por enquanto mantém os esforços concentrados na extração de petróleo e pré-sal. Especialistas afirmam que o sucesso dos americanos nesta tecnologia vai acabar modificando o cenário mundial, como explica Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura.

Os riscos ambientais ligados à extração do gás e o petróleo de xisto existem, mas são idênticos a outros tipos de combustíveis fósseis, conforme especialistas. Os principais são a contaminação dos lenções fréaticos, o desperdício de água e o escapamento de metano. Estes fatores fazem com que a reprovação popular seja um freio importante para o aumento da exploração do xisto, de acordo com Edmar de Almeida, membro do Grupo de Economia de Energia da UFRJ e consultor em energia.

Para o especialista, é apenas uma questão de tempo até o Brasil aumentar a explorarão deste tipo de combustível não convencional. O país teria potencial para ser o segundo maior produtor mundial, conforme estudos. No ano que vem, a Schell vai perfurar o seu primeiro poço de gás de xisto, em Minas Gerais.

Os líderes mundiais na produção de gás de xisto são a China, os Estados Unidos e a Argentina.

 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.