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Cúpula/Espanha

Cúpula espanhola discute negócios da América Latina na Europa

Bandeiras da Espanha(0 dir.) e de outros países participantes da Cúpula Ibero-Americana, em Cádiz, na Espanha.
Bandeiras da Espanha(0 dir.) e de outros países participantes da Cúpula Ibero-Americana, em Cádiz, na Espanha. REUTERS/Marcelo del Pozo

Pela 22ª vez desde 1991, chefes de Estado e de governo e representantes de 22 países ibero-americanos se reúnem, desta vez em Cádiz, na Andaluzia, sul da Espanha. O objetivo do encontro de cúpula é estreitar a cooperação política e econômica dos dois lados do Atlântico. A crise europeia, que trouxe mais uma vez a recessão para a zona do euro, será um dos assuntos dominantes da reunião dos líderes. 

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De Cadiz, na Espanha, Andrei Netto, especial para RFI,

Mais do que nunca em 2012 essa meta parece importante, ao menos para a Espanha, país anfitrião, e Portugal. Isso porque os dois países atravessam uma grave crise financeira que ameaça a estabilidade da zona do euro, além de uma crise social, com índices de desemprego que superam os 25%, no caso espanhol, e 15%, no caso português.

Nesse cenário de abalo econômico, claro, o assunto dominante da cúpula não poderia ser outro. Enquanto a recessão é a tônica da zona do euro, a América Latina deve crescer 3,2% em 2012 e 4% em 2013. Além disso, segundo o Banco Mundial, depois de enfrentar a crise das dívidas externas nos anos 80 e 90, o continente reduziu a pobreza de 50% para 30% da população, enquanto registrou crescimento de 50% da classe média em uma década.

Além dessa experiência, os investimentos latino-americanos interessam Espanha e Portugal. “Hoje nós somos parte da solução, não mais do problema”, disse a jornalistas brasileiros um diplomata latino-americano envolvido nas negociações da declaração final. O irônico é que esse tema, economia, não vai aparecer no documento final do evento, que, desidratado, fará referências aos temas de sempre, como Ilhas Malvinas e Cuba, por exemplo.

Cúpula esvaziada

Além de uma declaração final fraca, a cúpula sofre com as ausências da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, de Hugo Chávez, da Venezuela, e de José Mujica, do Uruguai. Ou seja, mais da metade do Mercosul não estará representado na cúpula. Com isso, quem ganha ainda mais importância é Dilma Rousseff.

A presidente do Brasil chegou na noite de ontem a Cádiz e não falou com jornalistas. Sua agenda oficial começa hoje e se estende até segunda-feira, quando ela faz uma visita oficial ao primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy.
 

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