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Brasil/Espanha

Europeus deveriam seguir receita do Brasil, diz Dilma em coletiva em Madri

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, ao lado do primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, em coletiva de imprensa em Madri.
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, ao lado do primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, em coletiva de imprensa em Madri. Reuters

A presidente Dilma Rousseff fez nesta segunda-feira, 19 de novembro, um forte apelo em defesa ao euro e a que países europeus se foquem menos em políticas de austeridade. Em Madri, ela anunciou ainda a intenção de facilitar a entrada de empresas espanholas no Brasil e disse que o país pode ajudar a Europa a sair da crise.

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Luisa Belchior, correspondente da RFI em Madri

A presidente Dilma Rousseff concluiu na noite desta segunda-feira uma viagem de cinco dias à Espanha, onde participou da 22 Cúpula Ibero-americana e teve reunião em Madri com o premiê Mariano Rajoy e o rei espanhol Juan Carlos I. Deixou o país com um convite a empresas espanholas para participarem de licitações no Brasil  e voltou a criticar a política de austeridade espanhola.

Após encontro privado com Rajoy, Dilma disse que os dois países vivem um momento promissor de cooperação. Por parte da Espanha, o interesse é aumentar o peso das empresas de seu país no Brasil. Esse foi o foco dos discursos que o premiê e o rei fizeram ao lado de Dilma. Já o governo brasileiro quer aproveitar seu bom momento para atrair investimentos da Espanha. Um dos temas da conversa foi a possível participação de empresas espanholas na construção do trem-bala entre Rio de Janeiro e São Paulo e de outras obras de infra-estrutura do país.

Austeridade

Dilma voltou a criticar a ênfase em políticas de austeridade adotadas por governos em crise como o da Espanha. Para ela, esta opção agrava a crise. A saída, aconselhou a presidente, é seguir a receita do Brasil: incentivar o crescimento e fomentar o consumo em conjunto com controle dos gastos públicos. Uma fórmula que, segundo ela, arrancou o Brasil de duas décadas de estagnação econômica.

A presidente reconheceu, no entanto, que a economia brasileira precisa se tornar mais ágil e competitiva. Ao lado de Rajoy, Dilma expressou ainda preocupação com os conflitos entre Gaza e o estado de Israel e disse ter ligado para o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, pedindo atuação do Conselho de Segurança.
 

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