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Meio Ambiente

Acordo sobre clima de Doha será irrelevante, diz especialista

Áudio 04:16
Segundo especialista, a Cúpula de Doha, que começou nesta segunda-feira (26), deve ter resultados irrelevantes.
Segundo especialista, a Cúpula de Doha, que começou nesta segunda-feira (26), deve ter resultados irrelevantes. REUTERS/Mohammed Dabbous

Representantes de 190 países estão reunidos em Doha no Catar para negociar as condições de um segundo período do Protocolo de Kyoto. Apesar de cientistas afirmarem a necessidade de ações políticas urgentes contra as mudanças climáticas, não existem grandes expectativas de avanços representativos nas negociações.

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Assinado em 1997, o protocolo de Kyoto é o único tratado que define metas obrigatórias de redução de gases do efeito estufa aos países industrializados com exceção dos Estados Unidos, que não ratificaram o documento. No ano passado, durante a cúpula de Durban, na África do Sul, a comunidade internacional se comprometeu sobre um segundo período de compromisso do protocolo, que chega ao fim no final de 2012. Mas ficaram pendentes questões como a duração ou o nível de redução das emissões, detalhes importantes que devem ser negociados em Doha. A UE reivindica um período de compromisso até o final de 2020, quando um novo acordo climático entraria em vigor. No documento, países emergentes e em desenvolvimento se comprometeriam a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. Mas representantes de países insulares, que serão duramente prejudicados pelo aquecimento global, querem que o Protocolo de Kyoto seja prorrogado por apenas cinco anos. Eles temem que metas climáticas pouco ambiciosas sejam estabelecidas por um longo período. Diferenças entre países ricos, emergentes do grupo BASIC, formado pelo Brasil, África do Sul, Índia e China, e países em via de desenvolvimento emperraram as negociações anteriores e poderiam atrapalhar em Doha. O Basic exige cortes mais ambiciosos nas emissões de gases do efeito estufa dos países ricos. Enquanto grandes emissores, como Canadá, Japão, Rússia e EUA alegam que o pacto da ONU só trará resultados quando impuser metas semelhantes a grandes nações em desenvolvimento, incluindo China e Índia, que são respectivamente o maior emissor e o terceiro maior. Segundo o especialista em negociações climáticas Eduardo Viola, ainda que a continuação de Kyoto seja acertada, ela será irrelevante do ponto de vista da mudança climática. Ouça a entrevista com Eduardo Viola.

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