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Meio Ambiente/COP 18

Conferência da ONU prolonga Protocolo de Kyoto até 2020

O presidente da COP 18, Hamad Al-Attiyah, do Catar, foi alvo de críticas ao terminar a Conferência sem ouvir reivindicações das delegações.
O presidente da COP 18, Hamad Al-Attiyah, do Catar, foi alvo de críticas ao terminar a Conferência sem ouvir reivindicações das delegações. Reuters/Fadi Al-Assaad

Em Doha, no Catar, a COP 18 - Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas - que reuniu ministros e negociadores de cerca de 200 países, terminou neste sábado com um acordo simbólico. Depois de 15 dias de negociações em busca de um texto para um tratado mais abrangente a partir de 2015, o acordo final apenas prolonga o Protocolo de Kyoto até 2020.

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As difíceis negociações na Conferência, que haviam ultrapassado em um dia o prazo de encerramento, levaram o vice-primeiro-ministro do Catar, Abdallah al-Attiya, que presidia os debates na reunião plenária, a decidir de sopetão pela adoção da extensão do protocolo de Kyoto. A iniciativa surpreendeu diversas delegações, entre elas, a dos russos que, furiosos, denunciaram que "o texto passou à força".

A Conferência de Doha tinha o objetivo de abrir caminho para um novo acordo, mais global e mais ambicioso, a ser assinado em 2015 para entrar em vigor a partir de 2020; o texto obrigaria todos os países a reduzir suas emissões de gás de efeito estufa.

Fracassadas as discussões, o acordo de hoje preserva o Protocolo de Kyoto como único documento legal e obrigatório para se combater o aquecimento global, mas não apresenta nenhum avanço pois as metas obrigatórias referem-se somente aos países em desenvolvimento, que respondem por menos de 15% das emissões de gases de efeito estufa. O ponto importante desta segunda fase de compromisso do protocolo é o compromisso da União Europeia, Austrália e cerca de dez outros países industrializados a reduzir suas emissões de gás de efeito estufa entre janeiro de 2013 e dezembro de 2020.

No entanto, os países mais ricos e mais poluentes estão fora: Japão, Rússia e Canadá abandonaram a partida e os Estados Unidos, segundo maior poluidor do planeta depois da China, nunca ratificaram o documento, assinado em 1997, cuja data de expiração seria dezembro deste ano.

A outra grande decepção da Conferência foi a ajuda financeira aos países em desenvolvimento para combaterem os efeitos das mudanças climáticas. Esperava-se US$ 60 bilhões até 2015, mas os ricos não se comprometeram a novas parcelas de ajuda.

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