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Cúpula América do Sul/África

Passado de desigualdades será superado com desenvolvimento, diz Dilma

Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de abertura da III Cúpula América do Sul-África. (Malabo - Guiné Equatorial, 22/02/2013)
Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de abertura da III Cúpula América do Sul-África. (Malabo - Guiné Equatorial, 22/02/2013) Roberto Stuckert Filho/PR

Em seu discurso na abertura da 3ª reunião de Cúpula África- América do Sul, na manhã desta sexta-feira em Malabo, na Guiné Equatorial, a presidente do Brasil, Dilma Roussef, defendeu a criação de mecanismos conjuntos para financiar projetos de desenvolvimento entre as duas regiões. Dilma também defendeu maior parceria entre empresas africanas e sul-americanas para acelerar o intercâmbio comercial.

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Logo no início de seu discurso, a presidente brasileira afirmou que a reunião de Cúpula acontece em um momento favorável e especial para as duas regiões que exibem um dinamismo econômico enquanto países desenvolvidos como os da Europa, e particularmente os da zona do euro, sofrem com a crise.

“Foi-se o tempo em que éramos parte de uma periferia distante, silenciosa ou calada, e problemática. O mundo em desenvolvimento tornou-se vital para a economia global e já responde por mais da metade do crescimento econômico e por mais de 40% dos investimentos em escala mundial”, disse Dilma.

A presidente lembrou que dos 10 países com maiores previsões de crescimento em suas economias até 2015, 7 estão na África, sem mencioná-los especificamente.

“O comércio entre América do Sul e África passou de 7 bilhões de dólares em 2002 para 39 bilhões de dólares em 2011, um crescimento de 447% em dez anos. No entanto, ele é pequeno se considerarmos o tamanho dos nossos continentes e da nossa população, dos nossos recursos naturais”, afirmou.

A presidente diz que os países das duas regiões devem superar um passado de desigualdade e para isso defende a criação de mecanismos conjuntos de desenvolvimento.

“Vemos com muito interesse a formação de mecanismos de incentivo para que mais empresas, produtos e serviços cruzem o Atlântico em ambos os sentidos”, disse a presidente.

Dilma Roussef elogiou o programa de desenvolvimento de infraestrutura na África com execução do Banco Africano de Investimentos para financiar projetos nos setores energético, de transportes, de tecnologia da informação e de recursos hídricos.

A presidente disse ver com muito otimismo e estar motivada para a constituição de um grupo de trabalho para definir as condições de um fundo de financiamento de projetos em todas áreas envolvendo as duas regiões. Neste momento, segundo a presidente, estão sendo discutidas a formação dos fundos e as regras para a liberação de recursos.

“Creio que o século 21 será o de afirmações do mundo em vias de desenvolvimento especialmente da África e América Latina. Temos a oportunidade histórica para reduzir a distância econômica e social que ainda nos acompanham. Temos que ser protagonistas neste novo cenário histórico”, concluiu a presidente.

 

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