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Reportagem

Com a guerra, aumenta o número de refugiados sírios no Brasil

Áudio 06:22
Um combantente da oposição em Aleppo.
Um combantente da oposição em Aleppo. REUTERS/Goran Tomasevic

Fugindo da guerra que já deixou milhares de mortos nos últimos dois anos, muitos sírios estão indo para o Brasil na esperança de recomeçar a vida. Segundo dados do ACNUD (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), 138 deles já se instalaram no país, e hoje são a quarta nacionalidade mais representada nessa situação. Para Andrès Ramirez, representante do órgão no Brasil, esse número é provavelmente muito maior.

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Muitos desses fugitivos da guerra vem ao Brasil com a ajuda de familiares que vivem no país. Outros são atraídos pela força da comunidade síria, que conta com cerca de 3 milhões de pessoas. Amer Masarini, criador Coordenação da Revolução Síria no Brasil, por exemplo, vive há 15 anos no Brasil. Além de seus próprios parentes, ele também recebe os refugiados e os ajuda a se inserir na sociedade.

Leila Elrifaii é uma de suas sobrinhas de Amer, e deixou a cidade de Homs, um dos redutos da oposição, em 2012. Há cerca de seis meses no Brasil, ela já entende o português. "Eu venho de Homs. Na verdade, quando deixei a Síria, era muito mais fácil do que agora. As fronteiras estavam abertas, meu tio me chamou para visitá-lo no Brasil....na verdade foi muito fácil deixar o país. Agora é muito mais complicado, todas as fronteiras estão fechadas."

Para Leila e muitos sírios, o Brasil é apenas um país de passagem. Ainda neste mês, ela se mudará para a Árabia Saudita, onde acredita, achará trabalho mais facilmente. Uma situação comum, segundo o representante do ACNUD, Andrès Ramirez. Uma das hipóteses é que seja mais fácil entrar na Europa ou nos Estados Unidos, por exemplo, chegando do Brasil.A verdade, diz Amer, é que o país decepciona muitos desses refugiados. Além da burocracia, considerada muito lenta, e a dificuldade para aprender o idioma, a integração, dizem, conta com pouca ajuda do governo.

O padre Gabriel Dahho, da Igreja Ortodoxa síria, já avisa no início da conversa: nada de política, mesmo que a tensão entre entre os partidários do regime e a oposição seja pálpavel até mesmo no Brasil. A urgência é humanitária, e o mais importante é ajudar a população a deixar o país, que já chega traumatizada pelas cenas de violência que se tornaram parte de seu cotidiano. "Estamos tentando de tudo para ajudá-los", disse.

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