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Reportagem

Embraer lança novos aviões e anuncia contratos, em Paris

Áudio 05:25
O presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado (c), durante a apresentação do E2 na Paris Air Show, no aeroporto de Le Bourget, nesta segunda-feira (17).
O presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado (c), durante a apresentação do E2 na Paris Air Show, no aeroporto de Le Bourget, nesta segunda-feira (17). Ana Carolina Peliz/ RFI

A Embraer lançou nesta segunda-feira seus novos aviões, os E2, uma versão atualizada dos jatos comerciais E-Jets. O lançamento foi feito em uma coletiva de imprensa, no Paris Air Show, uma das principais feiras de aeronáutica do mundo, realizada no aeroporto Le Bourget, no norte da capital, que apresenta as principais tendências do setor.

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Os novos modelos da Embraer terão capacidade para mais passageiros e devem entrar em funcionamento entre 2018 e 2020. A maior aeronave, o E-195-E2, deve contar com até 12 lugares a mais que sua versão anterior, podendo transportar até 132 pessoas. Segundo Paulo Cesar Silva, presidente da Embraer Aviação Comercial, a empresa quer alcançar novos clientes com um avião maior.

As melhoras na frota devem representar quase dois bilhões de dólares em investimentos. Segundo Silva, os novos jatos, com novas funcionalidades também devem ser mais eficientes e consumir até 23% menos de combustível em relação aos modelos atuais, e serão mais econômicos.

Liderança

A Embraer também anunciou que a companhia aérea Skywest vai comprar 100 aviões do modelo E-175 E2, e que tem a intenção de comprar mais 100 aeronaves. O contrato total poderia chegar a quase 10 bilhões de dólares. A empresa americana de aluguel de aviões, ILFC, também assinou uma carta de intenção de compra de 25 novos E 190-E2 e 25 E 195-E2.

Além disso, a Embraer disse ter assinado outras cartas de intenção com companhias aéreas não divulgadas, envolvendo encomendas de mais 65 jatos. Para o presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado, os contratos mostram que a empresa mantém a liderança no setor, na frente da Bombardier e da Mitsubishi.

Novidades

A Paris Air Show abriu suas portas oficialmente nesta segunda-feira, com mais de 2000 expositores de 44 países. A feira mostra o que será tendência no setor aéreo comercial e militar. Enquanto o setor comercial aparentemente voa em céu de brigadeiro, o da defesa sofre o impacto da crise econômica na Europa e da redução mundial dos orçamentos militares. Mas para o almirante Carlos Afonso Pierantoni, vice-presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança, o Brasil tem esperanças de fazer bons negócios na feira.

Outras novidades da feira do Bourget são os novos modelos de aeronaves não tripuladas como o Airship, do grupo EADS, que poderia ser usado para missões de observação da atmosfera e de vigilância no Polo Norte, e o helicóptero sem piloto EC-145, da Eurocopter.

Após os recentes debates sobre a ergonomia das cabines de comando nos aviões, a empresa francesa Thales apresenta o que chama de "cockpit do futuro", que conta com uma tela digital para uma interação mais fácil com os comandos, e informações mais visíveis. Chamado de Avionic 2020, o cockpit deve ser comercializado dentro de cinco anos.

As empresas também investem para diminuir as emissões de gases do efeito estufa. Um exemplo é a tecnologia "green taxi", apresentada pelo grupo francês Safran e a empresa americana Honeywell, que permite que os aviões utilizem motores elétricos no solo, o que representaria uma economia de 2 a 5% de combustível. Um número modesto, mas que mostra o futuro dos investimentos no setor.

 

 

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